A IATA, associação mundial de companhias de aviação, quer uma “solução real” para os atrasos na entrega de aviões e motores e para as restrições na manutenção de aeronaves, que foram “a maior dor de cabeça para as companhias aéreas em 2025”.
“Em 2025, a procura por viagens aéreas cresceu 5,3%, com a procura internacional a aumentar 7,1% e a doméstica 2,4%”, destacou o director da IATA, Willie Walsh, citado num comunicado.
Este crescimento “realça dois desafios principais” para a aviação, “a descarbonização e a cadeia de abastecimento”, de acordo com o executivo.
“As companhias aéreas depararam-se continuamente com calendários de entrega pouco fiáveis para novas aeronaves e motores, restrições na capacidade de manutenção e consequentes aumentos de custos, estimados em mais de 11 mil milhões de dólares”, indicou Willie Walsh.
“As companhias aéreas esforçaram-se por satisfazer a procura, mantendo as aeronaves em serviço durante mais tempo e preenchendo mais lugares em cada voo”, o que resultou numa taxa de ocupação de 83,6%, um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a 2024.
Para o director da IATA, a estratégia de manter as aeronaves em serviço durante mais tempo e encher mais os aviões foi “um paliativo eficaz, mas precisamos de uma solução real”.
“É vital que 2025 se revele o ponto mais baixo da crise na cadeia de abastecimento e que 2026 marque uma recuperação”, enfatizou Willie Walsh.
“Cada nova aeronave significa uma frota mais silenciosa e limpa, com mais capacidade e opções de voo do que em qualquer outro momento da história, que é o que as companhias aéreas e os seus clientes desejam”, acrescentou o director-geral da IATA.
Sobre a descarbonização, Willie Walsh sublinhou que se trata do desafio que permitirá proteger “o crescimento futuro a longo prazo”.
O director da IATA pediu aos “governos cujas economias crescem graças à aviação e cujos cidadãos anseiam por conectividade” para fornecerem “a estrutura de política fiscal adequada para acelerar rapidamente o progresso — particularmente para o sector energético, a fim de aumentar a produção de Combustível de Aviação Sustentável (SAF)”.
Ver também: Companhias aéreas alcançaram novo recorde de ocupação em voos internacionais em 2025
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