A Azores Airlines e a SATA Air Açores transportaram este Verão mais passageiros e somaram mais receitas que no período homólogo de 2019, antes da pandemia, atingindo um EBITDA de 23,9 milhões de euros.
A Azores Airlines, que opera voos de e para fora dos Açores, registou um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 18,1 milhões de euros de Julho a Setembro, mais 10,8 milhões que no período homólogo de 2019, segundo um comunicado.
A nota de imprensa indica que as receitas da Azores Airlines no terceiro trimestre ascenderam a 90,2 milhões de euros, mais 25,6 milhões que em 2019, e o número de passageiros transportados alcançou os 421 mil, mais 25,7% que em 2019.
A empresa sublinha que “os resultados continuaram a ser fortemente impactados pela conjugação do aumento de preço dos combustíveis com a desvalorização do Euro face ao Dólar”.
Os custos de combustível na Azores Airlines até Setembro chegaram a 57,4 milhões de euros, mais 91,4% que em 2019, representando 36,5% dos gastos, quando em 2019 representavam 18,8%.
O lucro da Azores Airlines no terceiro trimestre foi de 3,3 milhões.
Já a A SATA Air Açores, que faz voos inter-ilhas nos Açores, teve um EBITDA de 5,8 milhões de euros, mais 2,9 milhões que em 2019, e receitas de 31,2 milhões de euros, mais 8,7 milhões que em 2019.
A companhia transportou 336 mil passageiros no Verão, mais 19% que no período homólogo de 2019.
“Embora menos exposta ao problema de combustível, ainda assim o custo desta rubrica no período ascendeu a 8,2 milhões de euros, o dobro dos 4,1 milhões em 2019”, sublinha o comunicado.
A SATA Air Açores atingiu um lucro de 3,9 milhões de euros no terceiro trimestre.
“No ano, o principal desafio prende-se com a tesouraria da operação”, concluiu o grupo, destacando que “o elevado preço dos combustíveis, o continuado enfraquecimento do Euro, a ausência de compensação nas Obrigações de Serviço Público para o Continente e os elevados encargos da divida histórica, condicionam continuamente a atividade, absorvendo uma parte desproporcional dos recursos libertos”.
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