O grupo Air France-KLM enviou representantes a Portugal para procurar parceiros a operar em Portugal relacionados com a produção de combustível de aviação sustentável, SAF, no âmbito da privatização da TAP.
Representantes da Air France-KLM estiveram em Lisboa para discutir oportunidades no campo da sustentabilidade, particularmente a aquisição de combustível de aviação sustentável, SAF, indica a Reuters.
Esta visita de prospecção em Portugal, com reuniões com companhias aéreas, analistas e entidades relacionadas com a sustentabilidade ambiental, vem no seguimento do interesse do grupo Air France-KLM, a par da IAG e da Lufthansa, na privatização da TAP Air Portugal.
O grupo Transport and Environment, segundo a Reuters, indicou em Dezembro passado que, globalmente, as companhias não estão a mudar para combustível verde na aviação a um ritmo aceitável, e apontou companhias como a TAP e a ITA Airways como companhias que estão a fazer “muito pouco para garantir SAF nos próximos anos”.
Em declarações à Reuters relativamente ao artigo sobre a análise deste grupo, um representante da TAP indicou que a companhia foi a primeira a voar em Portugal com SAF, em Julho de 2022, e tem o objectivo de ter 10% de SAF no seu consumo de combustível em 2030.
O grupo Air France-KLM, por sua vez, indicou que incorporou 80.000 toneladas deste combustível em 2023, o dobro do que tinha incorporado em 2022. Este número representou 1% da taxa de incorporação de SAF no consumo total de combustível e representou uns alarmantes 16% da produção de SAF mundial.
A Galp Energia, deu conta a Reuters em Dezembro passado, está a desenvolver uma refinaria em Sines que deve começar a produzir biodiesel e combustível de aviação biológico desenvolvido a partir de resíduos (SAF), que tem produção prevista para 2026. A Galp também está a investir 250 milhões de euros numa unidade electrolisadora de 100 megawatts para produzir hidrogénio verde que vai alimentar a refinaria em Sines.
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