A Geração Z está a recorrer mais às agências de viagens do que as gerações anteriores, garantiram hoje Bertrand Sava e Javier Cabrerizo, do HBX Group, indicando que se trata de uma oportunidade para reafirmarem o seu lugar no turismo.
Um dos factores que está a levar à recuperação da importância das agências de viagens é o excesso de informação e de divulgação de ofertas de viagens, começou por dizer o director do HBX Group para agências de viagens, Bertrand Sava.
A maioria dos viajantes “sente-se sobrecarregada com a quantidade de ofertas que recebe”, garantiu Bertrand Sava, que falava esta quinta-feira em Vilamoura, onde decorre a conferência MarketHub Europe, organizada pelo HBX Group, detentor das plataformas B2B Hotelbeds, Bedsonline e Roiback.
Referindo-se especificamente às pessoas da Geração Z (nascidas entre 1995 e 2010), o executivo destacou a pressão e o stress a que estão expostas online pelo excesso de informação, um fenómeno que os leva a recorrer a agências de viagens para construir os programas de viagem.
No entanto, a recuperação da importância das agências de viagens “não é uma tendência”, de acordo com Bertrand Sava, “é uma oportunidade de reafirmarem o seu lugar no ecossistema do turismo”.
Para ‘agarrar’ essa oportunidade, o executivo defendeu que as agências de viagens precisam de estar nas redes sociais, que “é onde estão os viajantes”, e de “abraçar a inteligência artificial”, para aumentar a sua eficiência e melhorar as suas propostas.
Bertrand Sava sublinhou que conseguir uma reserva “é apenas o começo” para o agente de viagens. É necessário “propôr experiências durante a viagem” e “garantir apoio ao cliente” em caso de cancelamento e mudanças no programa. “Um viajante satisfeito vai identificar [o agente de viagens] nas suas publicações online”, acrescentou o executivo.

Na mesma conferência, Javier Cabrerizo, Chief Strategy and Transformation Officer do HBX Group, fez uma apresentação sobre a Geração Z, onde garantiu que estas pessoas nascidas entre 1995 e 2010 “preferem experiências a bens materiais” e já representam “40% do consumo mundial”.
A viagem para as pessoas da Geração Z é “uma forma de escapar” e encontrar “paz de espírito”, razão pela qual “procuram conselhos de especialistas” como os agentes de viagens, para evitarem “a complexidade da marcação de uma viagem”, acrescentou Javier Cabrerizo.
Por outro lado, os viajantes da Geração Z “procuram flexibilidade, conveniência e facilidade na reserva”, “esperam conteúdo personalizado” e “querem comprar alguns produtos e serviços no conforto das suas casas e outros durante a viagem”, o que obriga as agências de viagens a reforçar as suas capacidades e a estar “sempre presentes”, indicou o executivo.
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