Os aeroportos europeus somaram, em Março, mais 3,8% de passageiros que no mês homólogo do ano passado, apesar da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão no dia 28 de Fevereiro.
“De um modo geral, o primeiro mês da guerra no Médio Oriente veio realçar mais uma vez a resiliência da procura de transporte aéreo face a mais um grande choque geopolítico”, afirmou Olivier Jankovec, director-geral do ACI Europe, que junta dados de 450 aeroportos, representando 95% do tráfego aéreo europeu.
O executivo recordou que “muitos aeroportos europeus perderam a conectividade directa” com o Médio Oriente, mas sublinhou que “os fluxos de tráfego com destino à Ásia adaptaram-se rapidamente através de rotas alternativas, directas e indirectas”.
Em certa medida, acrescentou Jankovec, a situação provocada pela guerra “até impulsionou os fluxos de tráfego intraeuropeus, enquanto o mercado transatlântico permaneceu extremamente dinâmico”.
Pós-Verão é uma incógnita
Para os meses de Verão, o director do ACI Europe não espera, por enquanto, uma contração no volume de passageiros, a menos que exista uma “escassez significativa de combustível de aviação”.
Olivier Jankovec lembrou que “as companhias aéreas do Médio Oriente estão agora a retomar as suas redes na Europa, enquanto as europeias fizeram apenas ajustes limitados na capacidade”. Na sua perspectiva, estes movimentos reflectem a eficácia das “estratégias de cobertura dos custos de combustível” (hedging) e a “contínua resiliência da procura”.
No entanto, após os meses de pico do Verão, o director do ACI Europe considera que a perspectiva de tráfego aéreo de passageiros “é praticamente uma incógnita para o sector”.
Na perspectiva de Jankovec, “tudo depende da geopolítica e das consequências da crise petrolífera – com a possibilidade de um choque no custo de vida que teste a resiliência da procura”.
Maiores crescimentos em Março
Os dados divulgados pelo ACI Europe destacam os crescimentos mais expressivos em Março, dividindo os aeroportos por dimensões.
Entre os “Majors”, com mais de 40 milhões de passageiros por ano, a organização indica que os maiores crescimentos aconteceram nos aeroportos de Istambul IST (+7,7%), de Istambul Sabiha Gökçen (7,2%), Londres Heathrow (+6,9%), Barcelona (+5,4%) e Madrid (+4,2%).
Entre os “Mega”, de 25 milhões a 40 milhões de passageiros por ano, os maiores crescimentos registaram-se em Copenhaga (+16,2%), Dublina (+11%), Paris Orly (+10%), Málaga (+9,5%) e Antalya (+9,2%).
Nos “Large”, de 10 milhões a 25 milhões de passageiros anuais, o ACI Europe destaca o aumento de tráfego em Ankara (+19,6%), Tashkent (+15,9%), Izmir (+15,3%), Linate (+14,2%) e Nápoles (+12,7%).
Entre os “Medium”, com um milhão a 10 milhões de passageiros por ano, os maiores aumentos aconteceram em Reus REU (+275,5%), Bratislava BTS (+162,9%), Zadar ZAD (+78,1%), Trapani TPS (+41,7%) e Skopje SKP (+36,6%).
Nos “Small”, com menos de um milhão de passageiros por ano, os maiores aumentos verificaram-se em Córdoba (+4007,4%), Bucareste (+530,1%%), Vaxjo VXO (+452,5%), Jönköping JKG (+400,5%) e Estocolmo BMA (+286,4%).
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