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TAP vai aumentar a frota para 117 aviões até 2035

O Governo português anunciou hoje que o negócio da venda de até 49,9% do capital da TAP à Lufthansa vai permitir aumentar a frota da companhia aérea portuguesa para 117 aviões até 2035.

Após 2035, a frota da TAP chegará às 130 aeronaves, com um investimento entre 3 e 4 mil milhões de euros, anunciou o executivo, através de um comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

O plano de aumento de frota após 2030 inclui a transferência para a TAP de até oito aviões de longo curso Airbus A350-900.

De acordo com os resultados mais recentes divulgados pela TAP, a sua frota é composta por 101 aeronaves, incluindo 22 wide-body, 60 narrow-body e 19 regionais.

O Governo português aprovou hoje em Conselho de Ministros a venda de 44,9% do capital social da TAP à Lufthansa por 1.025 milhões de euros, a que acresce até 5% caso os trabalhadores não exerçam o seu direito de aquisição.

O valor total, incluindo os 5% reservados aos trabalhadores, corresponde a 1.201 milhões de euros.

A oferta do Grupo Lufthansa foi até 16% superior à oferta do Grupo Air France-KLM.

Numa segunda fase, o Grupo Lufthansa pretende comprar a maioria do capital da TAP. A proposta do grupo alemão, de acordo com o Governo português, “prevê um encaixe adicional de 1.351 milhões de euros, resultando numa valorização total directa da companhia em 2.552 milhões de euros”.

O “processo para venda da maioria do capital (2ª fase)” está em preparação para ser lançado “a breve trecho com o fecho da operação esperado até ao início de 2028”.

“Esta valorização inclui a permuta de ações equivalente a 5% do grupo Lufthansa-TAP, o que permite ao Estado Português tornar-se o segundo maior accionista da entidade conjunta, bem como uma componente em cash de 863 milhões de euros, assumindo a conclusão da eventual segunda fase até Julho de 2028”.

Apesar do Governo ter assumido que pretendia vender 100% do capital da TAP, o comunicado do executivo diz que a operação acautela a posição do Estado e permite ao “parceiro privado assumir a gestão operacional da companhia”.

A Lufthansa vai nomear três administradores executivos e o Estado português, um.

No Conselho de Administração, de um total de nove administradores estarão cinco nomeados pelo Estado português, incluindo o presidente (chairman).

A conclusão da operação está prevista para o início de 2028.

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