A proposta do Governo para o Orçamento do Estado em 2027 prevê 517 milhões de euros para o turismo, uma redução de 15 milhões ou 2,8% em relação a este ano.
O relatório divide a verba em duas acções principais: a “projeção do destino Portugal no Mundo” e “promoção do turismo a nível regional”.
A maior redução verifica-se na verba para a “projeção do destino Portugal no Mundo”, que passa de 442 milhões este ano para 429 milhões de euros em 2027, uma redução de 13 milhões ou 2,9% em relação a este ano.
Para a “promoção do turismo a nível regional” estão previstos 88 milhões de euros, um redução de dois milhões ou 2,2% em relação a este ano.
Com os 429 milhões de euros para a “projeção do destino Portugal no Mundo”, o Governo pretende “consolidar Portugal como um destino de topo nos mercados internacionais de maior valor, aumentando a notoriedade e reputação da marca Portugal em todo o mundo”.
Os indicadores relevantes para o executivo nesta área são as “pessoas impactadas em ações de marketing digital”, o “número de artigos/editoriais internacionais gerados por ações de promoção”, a “taxa de execução do investimento na promoção da marca Visit Portugal” e as “empresas participantes em plataformas de negócio do Turismo de Portugal”.
Outro objectivo do Governo na área da promoção turística internacional é “a expansão da conectividade aérea em articulação com parceiros nacionais e regionais, fomentando um desenvolvimento equilibrado do setor ao longo do ano e ao longo do território”, através de “ações de fomento de oportunidades de desenvolvimento de novas operações aéreas e turísticas”.
Promoção do turismo a nível regional
A nível regional, o executivo pretende “fomentar o desenvolvimento da atividade turística ao longo do território e promover a diminuição da pegada de carbono do transporte turístico através da melhoria da mobilidade interna sustentável, alinhada com a oferta de ligações ferroviárias rápidas e mais ecológicas”.
Para alcançar este objectivo, os indicadores apontados no relatório são as “ações de valorização da oferta turística e dos produtos endógenos do interior com impacto na redução das emissões de carbono” e a “taxa de execução dos fundos previstos para investimentos no âmbito de imóveis turísticos”.
O Governo também pretende “incrementar a inovação e a transição digital nas empresas e a transição das empresas para a sustentabilidade e a regeneração do território”.
Os indicadores apontados pelo executivo incluem os “participantes envolvidos em ações de capacitação do setor na área da transição digital” e “novas soluções de negócio incorporadas em empresas do setor ou geradas com sucesso no setor, nomeadamente em resultado de programas de incubação, aceleração e inovação aberta no turismo”, bem como os “aderentes ao Programa Empresas Turismo 360º” e o “investimento em programas de inovação no Programa FIT 2026/2027”.
Manter a rota de crescimento
O relatório do OE27 também sublinha que o Governo pretende “manter a rota de crescimento do turismo”, estando focado no crescimento da receita média por quarto disponível (RevPAR) nos meios de alojamento turístico.
Este ano, de Janeiro a Agosto, a RevPAR está com um aumento de 4,2% em relação ao período homólogo do ano passado, fixando-se em 76,1 euros, de acordo com os dados mais recentes do INE.
Outro indicador relevante para o Governo no sector do turismo é o “tempo médio despendido entre entrada do pedido e decisão da comissão arbitral para o pagamento dos compromissos do Fundo de Garantia de Viagens e Turismo”.
A votação final do OE27 está marcada para o dia 24 de Novembro.
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