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Crise de preços da energia poderá agravar-se com a chegada do Inverno

A presidente da Comissão Europeia avisou que a pressão sobre os preços da energia poderá agravar-se com a chegada do Inverno.

“As empresas estão sob forte pressão, as pessoas têm dificuldades em pagar as suas contas e esta situação poderá agravar-se à medida que nos aproximamos do Inverno”, disse Ursula von der Leyen, de acordo com uma notícia da Lusa, citada na imprensa portuguesa (para ler na “Sábado” clique aqui).

“No curto prazo, precisamos de apoiar os Estados-membros para responderem à pressão imediata, mas, a médio e longo prazo, temos de continuar a enfrentar os problemas estruturais que nos deixam expostos à volatilidade dos mercados estrangeiros de combustíveis fósseis”, acrescentou Ursula von der Leyen.

Desde o final de Fevereiro, quando os EUA e Israel começaram uma guerra contra o Irão, os preços do gás aumentaram 140% e os preços do gasóleo duplicaram, disse a presidente da Comissão Europeia.

Von der Leyen, que falava num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, propôs uma resposta para a crise energética adaptada à situação de cada Estado-membro, incluindo apoios para os sectores industriais mais expostos através de um quadro temporário de auxílios estatais e apoios para as famílias mais vulneráveis.

A notícia da agência Lusa indica ainda que a presidente da Comissão Europeia destacou o acordo do G7 para libertar 100 milhões de barris de gasóleo e petróleo bruto, e a maior flexibilidade para os exportadores no cumprimento das regras sobre metano.

Para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e a sua substituição por electricidade limpa produzida na Europa, Ursula von der Leyen apelou para o avanço do pacote europeu para as redes eléctricas, salientando a necessidade de ligar à rede a capacidade renovável actualmente à espera de conexão, e defendeu o aumento da electrificação da economia, com o objectivo de duplicar até 2040 a actual parcela da electricidade no consumo final de energia.

Apesar da pressão sobre os preços, Bruxelas não vê um risco imediato para o abastecimento energético no próximo Inverno, dada a diversificação das fontes e o reforço das reservas, acrescenta a notícia da Lusa.

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