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China condena fundador da Evergrande a prisão perpétua

Um tribunal da China condenou Hui Ka Yan, fundador do grupo China Evergrande, grupo imobiliário com presença no sector turístico, a prisão perpétua por crimes relacionados com fraude e suborno.

O grupo Evergrande foi multado em 1,3 mil milhões de dólares e a propriedade de Hui Ka Yan será confiscada, além da condenação a prisão perpétua. O grupo colapsou financeiramente há cinco anos, tendo afectado a economia e a sociedade do país.

A principal subsidiária do Evergrande, Hengda, também foi multada em cerca de 1,039 mil milhões de dólares e cinco dos seus executivos séniores foram condenados a multas e a penas de prisão de seis a 18 anos. No total, 56 pessoas foram condenadas neste caso contra o grupo imobiliário.

Hui Ka Yan chegou a ser considerado o homem mais rico da Ásia, segundo a Reuters.

No sector do turismo, o grupo Evergrande tinha planos e projectos de parques temáticos, como a Evergrande Fairyland e o Evergrande Water World, uma ilha artificial, a Ocean Flower Island e a transformação de pequenas cidades na China em pólos de turismo cultural.

O fundador do grupo admitiu culpa em oito acusações, desvio de fundos, fraude na angariação de fundos, captação ilegal de depósitos públicos, concessão ilegal de empréstimos, emissão fraudulenta de títulos e suborno.

No que diz respeito ao mercado imobiliário, a China tem cerca de nove em dez pessoas como proprietárias de, pelo menos, uma habitação.

O tribunal chinês indicou que os crimes envolveram montantes muito elevados e circunstâncias flagrantes, tendo causado perdas económicas significativas e danos sociais particularmente graves, e que os seus perpetradores devem ser severamente punidos.

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