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Pedro Costa Ferreira anuncia candidatura à presidência da CTP para “unir todo o sector”

“Os desafios da próxima década exigem uma nova ambição, capaz de reforçar a competitividade, preparar o futuro e unir todo o sector em torno de objectivos comuns”, afirmou Pedro Costa Ferreira ao anunciar a sua candidatura à presidência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

A candidatura do presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) “parte da convicção de que o turismo português entra num novo ciclo de desenvolvimento” que exige uma CTP “cada vez mais agregadora, mais próxima das associações e das regiões e mais influente na definição da visão estratégica para o sector”, sublinha um comunicado divulgado esta terça-feira, dia 28 de Julho.

Além de Pedro Costa Ferreira, também é candidato à liderança da CTP o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e ex-secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade. Clique para ler: Bernardo Trindade é candidato à liderança da CTP.

O comunicado divulgado hoje sublinha que a candidatura de Pedro Costa Ferreira à presidência da CTP para o mandato 2027-2030 conta com o apoio da AHRESP, da ALEP, da APECATE, da APAVT, e da ARP. Estas entidades são “representativas de áreas determinantes da cadeia de valor do turismo, incluindo o canal Horeca, o alojamento turístico, a animação turística, a distribuição turística, e os transportes de turismo”.

Pedro Costa Ferreira, que vai deixar a presidência da APAVT no final deste ano, depois de 15 anos na liderança da Associação, defende “uma CTP que represente toda a cadeia de valor do turismo, valorize a diversidade dos territórios, promova uma maior articulação entre os diferentes sub-sectores e assuma um papel activo na antecipação dos grandes desafios que marcarão o futuro da actividade”.

As prioridades da candidatura, de acordo com o comunicado, incluem “o reforço da competitividade do turismo português, a valorização do território, a conciliação entre o desenvolvimento turístico e a qualidade de vida das comunidades residentes, a aposta na inovação e no talento e a afirmação da CTP como o principal centro nacional de reflexão estratégica sobre o turismo”.

No seu manifesto de candidatura à CTP, Pedro Costa Ferreira sublinha o “papel decisivo” que a Confederação teve no êxito do turismo português das últimas décadas. “Mas, se chegar ao topo foi uma enorme vitória, certamente que mantermo-nos no topo será um desafio estratégico mais exigente”, por “dificuldades competitivas”, “harmonização entre o movimento turístico e, em locais específicos, a qualidade de vida dos residentes” e “dificuldades de crescimento relacionadas com o actual quadro aeroportuário”.

Para o candidato, “a CTP não deve ser apenas uma entidade reivindicativa, deve integrar e influenciar um verdadeiro laboratório estratégico” e “ser o grande centro nacional de reflexão estratégica sobre o turismo, o lugar onde o futuro comece a ser discutido antes de se tornar inevitável”.

Pedro Costa Ferreira defende que a CTP deve “expressar e ser expressão” da diversidade de Portugal enquanto destino turístico, que é a sua “grande riqueza”. A Confederação deve incluir “a esmagadora maioria das associações que compõem o sector, independentemente da sua dimensão”, para assim ser “a verdadeira casa comum do turismo português”.

“O território é a base de tudo”, sublinha o candidato. Por isso, e para valorizar em vez de ocupar o território, a CTP deve “contribuir para a valorização das especificidades de cada região”; “promover redes entre destinos complementares”; “estimular o investimento no interior”; e, no fundo, contribuir para que o turismo seja “um instrumento de coesão nacional”.

O manifesto de Pedro Costa Ferreira também sublinha que “a harmonização entre a actividade turística e a qualidade de vida dos residentes” será “um eixo estratégico do próximo ciclo”. O candidato considera que a CTP “deve ser um participante activo” na integração da actividade turística com a vida das comunidades locais. “A política turística não deve escolher entre a qualidade da experiência turística e a qualidade de vida dos residentes, deve procurar integrá-las”.

Sobre o chavão “crescer em valor”, repetido em tantos discursos sobre o turismo em Portugal, Pedro Costa Ferreira defende cuidado com o conceito, “sobretudo em momentos de inflação” e “se a análise não for a preços constantes”. Para o candidato, “crescer em valor é integrar, na gestão do ecossistema turístico, temas como valor acrescentado, produtividade, salários, inovação, conhecimento, investigação, impacto total”.

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