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Previsões da Airbus sugerem domínio dos narrow-bodies e eficiência nos próximos 20 anos

A Airbus divulgou a sua previsão (optimista) para os próximos 20 anos, o Airbus 2026-2045 Global Market Forecast, que indica que a maioria dos aviões a entrar ao serviços vão ser narrow-bodies, de corredor único, e que em 2045, quase todas as aeronaves em funcionamento sejam de última geração.

Actualmente, a frota global de aeronaves é composta por 39% de aviões de última geração, sendo que a Airbus prevê que até 2045, essa percentagem seja praticamente 100%. No que diz respeito a tipos de aeronave, a construtora indica que das 42.060 aeronaves necessárias para os próximos 20 anos, 19.820 são para substituir modelos antigos, e 22.240 são para o aumento de frotas. Do total, 81% destas aeronaves vão ser narrow-bodies (corredor único), com apenas 19% de wide-bodies, o que reflecte uma tendência para aviões mais económicos e com menos emissões de carbono.

A Airbus tem 9.000 aeronaves encomendadas, o que reflecte a procura por parte do mercado, sendo que mais de 70% da carteira é referente a encomendas de aviões narrow-body de família A320, especificamente os modelos maiores como o A321neo e o XLR. O A350, wide-body, tem estado a revelar-se muito popular no segmento de carga.

A construtora dá o exemplo da ligação Lisboa-Recife para ilustar como o aumento da autonomia das aeronaves também permite este tipo de ligações directas.

Até 2045, segundo a previsão da Airbus, a classe média, considerada o “segmento demográfico com maior probabilidade de viajar de avião”, vai aumentar em 1,4 mil milhões de pessoas, +34%. Indica também que o tráfego aéreo global é robusto e intrínsecamente ligado ao crescimento económico mundial e ao desejo de viajar por parte das pessoas.

A previsão da Airbus para os próximos 20 anos é uma trilogia de optimismo, apontando um crescimento anual de 3,9% no tráfego de passageiros, impulsionado pelo aumento do PIB global, +2,6%, e pelo aumento da população urbana, +1,3 mil milhões de pessoas, e pelo aumento da classe média. Até 2045, o tráfego aéreo deve mais do que duplicar, chegando aos 10 mil milhões de passageiros anuais.

Em relação a interrupções como conflitos regionais e o aumento do preço dos combustíveis, a Airbus indica que estes não estão a reduzir a procura a longo prazo.

A construtora indica que os padrões de tráfego estão a mudar devido ao crescimento de economias como as da Índia, Vietname, Indonésia e Malásia, uma evolução que inclui o aumento da migração internacional e as visitas a familiares e amigos.

A Airbus indicou também que espera um descentralização das redes aéreas com o aumento da urbanização em cidades mais pequenas, a um ritmo três vezes superior em relação aos grandes centros urbanos, o que acaba por promover a expansão da conectividade aérea além das rotas principais, “abrangendo cidades mais pequenas e médias”.

Veja também: Parlamento Europeu aprova “regras claras” e “direitos mais fortes” para os passageiros dos transportes aéreos

Saiba mais no site da Airbus, aqui.

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