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Chegadas portugueses ao Japão continuam a crescer após recorde em 2025

Após o recorde de 2025, as chegadas de turistas portugueses ao Japão continuam a crescer este ano, a um ritmo de 20%, de acordo com os dados apresentados hoje, em Lisboa, pela JNTO.

No ano passado, o Japão recebeu o maior número de turistas portugueses que alguma vez tinha recebido ao longo de um ano. Foram mais de 57 mil (57.391), um crescimento de 35,7% em relação a 2024.

Este ano, nos primeiros três meses, o Japão já recebeu mais de 10 mil turistas portugueses (10.898), o que representa um crescimento de 19,9% em relação ao período homólogo do ano passado.

A expectativa é alta. O director do Turismo do Japão (JNTO) em Madrid, Yasuyuki Harada, disse ao PressTUR que prevê um aumento de chegadas de portugueses este ano, mesmo sem voos directos.

“Portugal é um dos mercados com maior potencial de crescimento”, concordou María Rubio, coordenadora da JNTO em Madrid.

Com o objectivo de potenciar esse crescimento, a JNTO organizou esta semana os seus primeiros eventos para profissionais de turismo em Portugal, primeiro no Porto, no dia 30 de Junho, e depois em Lisboa, esta quinta-feira, dia 2 de Julho.

“Sempre quisemos organizar o nosso próprio evento”, disse Yasuyuki Harada ao PressTUR. “Na BTL [feira internacional de turismo em Lisboa] não conseguimos entrar em pormenores, não podemos falar muito, mas com o nosso evento podemos dedicar mais tempo a transmitir a nossa mensagem, e promover networking para ligar os profissionais de turismo portugueses e japoneses”.

Na sua apresentação, María Rubio enalteceu a relação entre os dois países, recordando que Portugal foi o primeiro país ocidental a ter contacto com o Japão, em 1543.

“Viajar para o Japão pode ser uma forma de descobrir um capítulo da história de Portugal no outro lado do mundo”, sublinhou a coordenadora, recordando influências portuguesas na gastronomia japonesa, como a tempura e o pão de ló (castella).

María Rubio, coordenadora do Turismo do Japão (JNTO) em Madrid

Além do óbvio

Um dos objectivos da JNTO para os próximos anos é promover regiões menos conhecidas. A Rota Dourada, que passa por Tóquio, Quioto e Osaka, é “o itinerário clássico, uma excelente introdução ao país”, mas há mais para descobrir, garante Maria Rubio. “Acreditamos que o mercado português está pronto para olhar para além de Tóquio e Quioto”.

Para fazer a Rota Dourada, mas acrescentando destinos menos conhecidos, a coordenadora destacou a região de Hokuriku, no Noroeste do país, a duas horas e meia de comboio de Tóquio.

Entre as novidades para explorar no Japão, a coordenadora destacou a Green Expo 2027, de Março a Setembro de 2027, em Yokohama; o PokéPark Kanto, um parque temático do Pokémon, que abriu em Fevereiro deste ano; os sítios arqueológicos de Asuka e Fujiwara, que estão recomendados para classificação pela UNESCO; e o Shuri Castle, em Okinawa, que reabre este Outono, depois de ter sido destruído por um incêndio.

Maria Rubio destacou ainda que a JNTO está a encorajar os visitantes a explorar as Edo Shogun Roads, as cinco estradas históricas que ligavam a capital de Edo, hoje Tóquio, ao resto do Japão no período Edo (1603 a 1868).

Mitos sobre o Japão

Com as apresentações em Portugal, o Turismo do Japão também procurou desmistificar algumas ideias sobre o país. Um dos mitos que a JNTO pretende derrubar é que o Japão é um destino difícil para os viajantes, devido à barreira do idioma. Para Maria Rubio, os avanços tecnológicos permitem ultrapassar esse obstáculo.

A segunda ideia a desconstruir é a da previsibilidade da viagem, de que só é interessante visitar Tóquio, Quioto e Osaka. A coordenadora destaca vários outros pontos de interesse, experiências e actividades, que podem alcançar-se facilmente com transportes públicos.

O terceiro mito que a JNTO pretende derrubar é o de que o Japão é caro. Maria Rubio sublinhou que as taxas de câmbio actuais são favoráveis aos viajantes europeus. Por dia, um viajante poderá gastar entre 19 e 32 euros em refeições, ou entre 32 e 65 euros se pretender uma experiência gastronómica mais sofisticada.

Sobre os preços do alojamento, a coordenadora apresentou uma pesquisa feita no motor de busca Skyscanner, onde indica que, para uma noite em Julho, o preço médio de um quarto em Tóquio é de 136 euros, mais barato que no Porto (144 euros), Lisboa (150 euros) e Nova Iorque (365 euros).

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