Apesar da redução do preço do petróleo, “as companhias aéreas que operam com uma margem de 2,0% terão pouca escolha senão continuar a testar a resiliência da procura com tarifas mais elevadas, numa tentativa de cobrir os elevados custos do combustível”, afirmou o director-geral da IATA, Willie Walsh.
O líder da maior associação internacional de companhias aéreas considera que “a recente queda acentuada dos preços do petróleo” é “um desenvolvimento encorajador”, mas acredita que “os desafios criados pela guerra irão provavelmente persistir durante algum tempo”.
“O fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz continua incerto e provavelmente levará algum tempo até que o benefício dos preços mais baixos do petróleo se reflita em preços ‘normalizados’ do querosene de aviação”, acrescentou o director-geral da IATA, Willie Walsh, citado num comunicado.
Ao comentar a evolução do tráfego aéreo de passageiros a nível mundial no mês de Maio, que caiu 2,2% em relação ao mês homólogo do ano passado, o director-geral da IATA sublinhou que, “no geral, a procura em Maio ainda se mostrou bastante resiliente face aos elevados preços dos combustíveis e das passagens aéreas”.
A queda da procura “foi mais acentuada nas companhias aéreas” do Médio Oriente, “com uma redução de 28,4% em relação ao ano anterior”, o que “representa uma melhoria significativa em relação à queda de 46,6% registada em Abril, um sinal da resiliência da região”, de acordo com Willie Walsh.
Por outro lado, o director da IATA destacou “contracções na procura em comparação com o ano anterior na América do Norte e na Ásia, em grande parte relacionadas com as condições do mercado interno nos EUA e na China”.
Em Maio, o tráfego medido em RPK (número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados), que é a medida mais utilizada para analisar tráfego aéreo de passageiros, a nível mundial, baixou 2,2% em relação ao período homólogo do ano passado. Excluindo o Médio Oriente, o tráfego subiu 0,7%.
A capacidade medida em ASK (número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados) baixou mais do que o tráfego (-2,3%), o que levou a um ligeiro aumento da taxa de ocupação (83,5%, +0,1 pontos percentuais que em Maio de 2025).
Analisando apenas os voos domésticos, o tráfego caiu 3,1% e a capacidade baixou 2,1%, levando a uma redução de 0,8 pontos percentuais na ocupação, para 83%.
Nos voos internacionais a quebra do tráfego foi de 1,6%, mas excluindo o Médio Oriente houve um crescimento de 3,1%. A capacidade, com todas as regiões na equação, baixou mais do que a procura (-2,4%), o que permitiu uma subida de 0,7 pontos percentuais na ocupação, para 83,7%.
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