A TAP facturou 810,3 milhões de euros com a venda de passagens no primeiro trimestre, um aumento de 10,4% em relação ao ano anterior, com um aumento do tráfego de passageiros, acompanhado por uma subida da receita por quilómetro voado.
A companhia aérea transportou 3,734 milhões de passageiros de Janeiro a Março, um aumento de 6,4% ou 224 mil passageiros em relação ao primeiro trimestre de 2025, de acordo com os dados divulgados hoje.
O crescimento foi “impulsionado sobretudo pelos mercados da América do Sul e da América do Norte, que registaram crescimentos de cerca de 15% e 10%, respectivamente”.
A TAP operou 27,3 mil voos de Janeiro a Março, mais 1,5% que um ano antes.
O tráfego medido em RPK, que é a medida mais utilizada na aviação, correspondente ao número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados, subiu 10,2% em relação ao ano anterior.
Desta forma, o preço médio pago pelos passageiros por quilómetro voado (yield), que a TAP não divulga, subiu cerca de 0,01 cêntimos de euro ou 0,2% em relação a 2024, de acordo com os cálculos do PressTUR.
A capacidade colocada no mercado pela TAP, medida em ASK (número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados), aumentou 3,9% no primeiro trimestre.
Os mercados onde a TAP fez os seus maiores aumentos de capacidade foram os mercados da América do Sul e da América do Norte, em 6% e 9%, respectivamente.
Com um aumento de capacidade (+3,9) inferior ao aumento do tráfego (+10,2%), a ocupação dos voos da TAP subiu 6,1%, para 83,5%. Na América do Sul e na América do Norte os “load factors” atingiram 89% e 85%, respectivamente.
Assim, a receita de passageiros por lugar disponível por quilómetro voado (PRASK) aumentou 6,2% ou 0,37 cêntimos de euro, para 6,31 euros no primeiro trimestre.
A transportadora também reduziu o custo por lugar disponível por quilómetro voado (CASK), em 2,9% ou 0,22 cêntimos, para 7,41 euros.
Depois deste “desempenho robusto no arranque do ano”, o CEO da TAP, Luís Rodrigues, prevê que “os efeitos do aumento dos preços de combustível virão a pressionar os próximos trimestres”.
Citado na apresentação de resultados, o CEO da TAP afirmou que pretende mitigar os efeitos do aumento dos preços de combustível “através de uma gestão disciplinada da capacidade, controlo rigoroso de custos e gestão activa da receita”.
Ver também: TAP reduz prejuízo no 1º trimestre via aumento de receitas e diferenças de câmbio
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