O PressTUR viajou até à República Dominicana com a Newblue e teve a oportunidade de fazer uma visita de um dia a Santo Domingo.
Esta visita começou no Monumento Natural Cueva Los Tres Ojos, onde encontrámos uma série de formações rochosas, as quais pudemos descer em segurança até encontrar cenotes, como o Lago de Azufre, o Lago La Nevera, e o Lago Las Damas.

Uma particularidade desta experiência está relacionada com os felinos mimados e mimosos que ‘guardam’ os cenotes, com o ar mais relaxado de sempre.
No caminho entre este monumento natural e Santo Domingo encontramos um imponente edifício reminiscente de uma arquitectura brutalista, característica de regimes socialistas e comunistas, mas na verdade é uma homenagem ao outro lado do espectro, é o Faro a Colón, o Farol de Colombo, um dos principais símbolos do colonialismo e onde, supostamente, se encontram alguns dos restos mortais do genovês.
O edifício foi desenvolvido como um mausoléu, mas actualmente é a sua função de museu que mais se destaca, com exposições internacionais de diferentes artes e ofícios, além de artefactos históricos.
A etapa seguinte foi o The Colonial Gate 4D Cinema, que vai além de uma sala de cinema e apresenta-se como uma espécie de centro cultural com actividades relacionadas com a história do país, dos Taínos, e referências à sétima arte.

Depois seguiu-se a Catedral Primada de las Américas de Santo Domingo, ou simplesmente Catedral de São Domingos, com uma visita guiada com rádio-transmissores que permite que os elementos do grupo possam apreciar os locais mais interessantes para o seu gosto pessoal, sem perder informação pertinente.
À saída da Catedral deparamo-nos com um parque com uma espécie de praça central com uma estátua de Cristóvão Colombo, em bronze, no topo de um palanque em mármore. Nas proximidades também se encontra o Panteón de La Patria, o panteão desta região, e a Escola de Artes.

Na continuação encontramos um ‘colmado’, uma loja típica da Dominicana que além de ser mercearia, também vende bebidas e conta com música e animação. Estes colmados funcionam como ponto de encontro social. Ninguém dançou, ninguém bebeu, mas houve quem não resistisse a um gelado.

O ponto seguinte apanhou-me de surpresa, e acho que cativa qualquer amante de cinema:
Um conjunto de investidores – leia-se criminosos – norte-americanos reúne-se num rooftop para discutir o investimento em Cuba durante o período da ditadura, antes da Revolução de Fidel Castro e Che Guevara. Temos Michael Corleone, líder da família Corleone, que inicia o discurso que descreve uma cena à qual o próprio assistiu, temos Hyman Roth, o impulsionador deste investimento criminoso na ilha cubana, e o seu funcionário Johnny Ola.
”
Michael Corleone
– I saw an interesting thing happen today. A rebel was being arrested by the military police, and rather than being taken alive, he exploded the grenade he had hidden in his jacket. He killed himself and took a captain of the command with him, right Johnny?
Johnny Ola
– These rebels, you know, they’re lunatics.
Michael Corleone
– Maybe so. But it occurred to me, the soldiers are paid to fight, the rebels aren’t.
Hyman Roth
– What does that tell you?
Michael Corleone
– They can win. ”
Neste pedaço do filme que se passa antes da Revolução Cubana, a personagem Michael Corleone, interpretada por Al Pacino, discute com Hyman Roth, interpretada por Lee Strasberg, uma cena que simboliza a luta, e vitória, da Revolução Cubana, presenciada pelo mesmo, que manifesta a sua preocupação em relação ao investimento em terras cubanas.
Mas a cena descrita por Michael não foi filmada em Havana, nem sequer em Cuba, foi em Santo Domingo, nesta curva que me fez imediatamente lembrar do filme.

No vídeo abaixo encontramos a sequência, que demonstra as condições de vida em Cuba, particularmente Havana, durante a ditadura de Fulgencio Batista, a prostituição, a miséria infantil, a opressão por parte da polícia militar, e a conivência com os interesses norte-americanos, que culmina no confronto entre o rebelde e a polícia militar. A cena termina com um apropriado e simbólico “Viva Fidel”.
E foi aqui que o norte-americano, oriundo de Detroit, Francis Ford Coppola, e a sua equipa, filmaram este momento icónico.

A visita guiada continuou pelas ruas de Santo Domingo, até ser hora de regressar à base.
Continua:
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