O alojamento turístico em Portugal registou menos dormidas em Fevereiro, sobretudo pelo decréscimo dos turistas estrangeiros, mas os proveitos voltaram a registar um crescimento, de acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE.
Os resultados foram influenciados pelo efeito das férias de Carnaval, que este ano ocorreram em Março e no ano anterior ocorreram em Fevereiro. Além disso, Fevereiro deste ano teve menos um dia, porque 2024 foi ano bissexto, indica o INE.
Os estabelecimentos de alojamento turístico, que incluem hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação, tiveram uma quebra de 2,5% ou 108,2 mil dormidas em Fevereiro, para um total de 4,171 milhões.
O decréscimo foi provocado sobretudo pela quebra dos não residentes, que realizaram menos 3,3% ou menos 96,5 mil dormidas que em Fevereiro de 2024, para um total de 2,795 milhões. As dormidas dos residentes em Portugal baixaram 0,8% ou 11,7 mil, para 1,375 milhões.
Algarve e Grande Lisboa com menos dormidas em Fevereiro
Os dados mostram que houve quebras de dormidas nas duas maiores regiões turísicas do país, designadamente o Algarve (-5,1% ou menos 41,7 mil dormidas, para 776,4 mil) e a Grande Lisboa (-5,6% ou menos 69,3 mil dormidas) para 1,170 milhões).
Outras regiões com decréscimo de dormidas em Fevereiro foram o Centro (-2,6% ou menos 7,8 mil dormidas, para 291,3 mil), o Oeste e Vale do Tejo (-7,1% ou menos 11,8 mil dormidas, para 155,3 mil), e o Alentejo (-3,5% ou menos 5,5 mil, para 149,9 mil).
Na Madeira, o alojamento turístico somou mais 1,4% ou mais 8,9 mil dormidas, para 658,8 mil, e nos Açores, mais 5,1% ou mais 6,1 mil, para 125 mil dormidas.
Os estabelecimentos de alojamento turístico da Península de Setúbal registaram mais 7,8% ou mais 6,4 mil dormidas, para um total de 88,5 mil em Fevereiro, e os do Norte, mais 0,9% ou mais 6,6 mil, para 756,2 mil dormidas.
Em número de hóspedes, o alojamento turístico praticamente estagnou em 3,378 milhões no segundo mês do ano, mais 0,6% ou mais 10,4 mil que no ano passado, com um decréscimo de 0,8% ou 7,4 mil estrangeiros (957,3 mil no total) e um aumento de 2,2% ou mais 17,7 mil portugueses (816,5 mil no total).
Proveitos continuam a crescer
Apesar das quebras nas dormidas, os proveitos totais do alojamento turístico continuaram a crescer em Fevereiro, com um aumento de 4% para 287,7 milhões de euros. Os proveitos de aposento subiram 3,4%, para 208,8 milhões de euros.
O crescimento dos proveitos resulta de uma subida do preço médio por quarto ocupado em 4,9%, para 83,8 euros, já que a taxa de ocupação estagnou em 45,1%, menos 0,2 pontos percentuais que no ano passado.
Desta forma, a receita média por quarto disponível (RevPAR) subiu 4,5%, para 39,6 euros.
A estada média foi de 2,35 noites, um decréscimo de 3,1% em relação a Fevereiro de 2024, após uma quebra de 1,8% em Janeiro.
A estada média dos residentes (1,68 noites) diminuiu 3% e a dos não residentes (2,92 noites) baixou 2,6%.
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