A nova directora do Outsite Mouco, Inês Castro, revelou ao PressTUR que está empenhada em atrair eventos de empresas e trabalhadores remotos para diversificar a actividade do hotel, mantendo a missão original do projecto: ser um espaço cultural activo no Porto.
Inês Castro assumiu a liderança do hotel em Outubro do ano passado, um ano após a venda do empreendimento, que nasceu em 2021 como M.Ou.Co (Música e Outras Coisas) pelas mãos de Mickael Petit, Ramón Rodriguez e Sofia Miró.
Após a compra pelo fundo francês Extendam, a gestão foi para as mãos da norte-americana Outsite, que fez “algumas renovações” para “encontrar um híbrido entre um hotel e um coliving”, resumiu a directora-geral, em declarações ao PressTUR.
“Temos um café, um espaço para cowork e todos os quartos estão preparados para que se possa trabalhar lá, mas continuam a ter também leitores de vinis, porque não nos desligámos completamente da essência do Mouco”, destacou a executiva.
Os estúdios de gravação e as salas de ensaios deram lugar a salas de reuniões e salas de podcasts, mas a sala de concertos continua activa e a agenda cultural está “bastante reforçada com vários concertos”, garantiu Inês Castro.
Para atrair eventos de empresas, a sala de concertos também é uma peça fundamental, porque tem capacidade para receber “uma conferência ou um kick-off de uma empresa com até 150 pessoas sentadas” e “tem todo o equipamento de som, luz e projecção”.
“Este é o caminho. Queremos ter esta oferta para eventos corporativos e para trabalhadores remotos, mas queremos que o Mouco continue a ser um espaço cultural virado para a cidade e para os locais”, sublinhou a directora-geral do hotel.
Das conferências aos retiros de equipas, Inês Castro garante que as empresas encontram no Outsite Mouco um espaço diferente: “temos um estilo mais industrial, não somos um hotel clássico”.
“Estamos a focar-nos nas empresas que procuram estes sítios para eventos corporativos com um conceito diferente. Temos piscina, salas de yoga, jardins e, apesar de estarmos no centro do Porto, não se sente que estamos no centro da cidade”, sublinhou Inês Castro.
De acordo com a directora do hotel, a mudança de estratégia está a dar resultados. “Temos retiros de equipas de empresas internacionais que procuram o Outsite Mouco para fazer kick-offs de empresas de sete noites, por exemplo”.
Os mercados que têm crescido mais são os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha. O mercado alemão está a destacar-se sobretudo “nos eventos de empresas, incluindo kick-offs e team retreats”, indicou Inês Castro.
Para alojamento num dos 62 quartos do hotel, os mercados internacionais estão a crescer mais do que o mercado português, “mas a nível de eventos temos tido muita procura de empresas locais”, acrescentou a executiva.
“Fechámos o ano passado com um preço médio a rondar os 88 euros e uma taxa de ocupação de 60%. Para este ano, a expectativa de Inês Castro é atingir “uma taxa de ocupação de 70% e um preço médio de 102 euros”.
“Estou bastante optimista, a propriedade tem muito potencial para ter sucesso, com a equipa certa, com a estratégia certa e com foco”, frisou a directora.
Inês Castro começou o seu percurso profissional no The Yeatman, em Gaia, passou pelo The House of Sandeman, e, antes de assumir os comandos do Outsite Mouco, esteve seis anos no Monumental Palace Porto Hotel.
A Outsite, que assumiu a gestão do Mouco em finais de 2023, é uma marca hoteleira concebida para trabalhadores remotos, freelancers e criativos. Foi fundada em 2015 pelo belga Emmanuel Guisset, actual CEO, que, de acordo com Inês Castro, “é surfista e costumava viajar muito em trabalho, mas não encontrava propriedades onde existisse uma comunidade para fazer networking e trabalhar em conjunto”.
A Outsite, com este conceito de coliving e coworking, para estadias de longa duração e trabalhadores remotos, conta com 50 propriedades em todo o mundo, incluindo oito em Portugal, nas zonas do Porto, Lisboa, Madeira e Algarve.
Para aceder ao site do Outsite Mouco clique aqui.
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