A LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, suspendeu a ligação entre Lisboa e Maputo, que operava com um Boeing 777 da portuguesa euroAtlantic.
A LAM suspende esta rota, que havia sido retomada a 20 de Novembro de 2023, quando a sul-africana Fly Modern Ark entrou para a gestão da companhia moçambicana, em Abril desse ano. Esta rota era operada em Boeing 777 de 302 lugares através de uma parceria com a portuguesa euroAtlantic.
Os 1.080 passageiros com bilhete adquirido para esta ligação vão voar com outras companhias.
Alfredo Costa, porta-voz da LAM, em conferência de imprensa em Maputo e citado pela agência Lusa na imprensa portuguesa (para ler no “Público” clique aqui), afirmou que esta ligação entre Lisboa e Maputo era inviável e resultou num prejuízo de cerca de 20 milhões de euros.
As rotas entre Maputo e Harare, no Zimbabwé, e Lusaka, na Zâmbia, também foram suspensas, sendo consideradas insustentáveis.
A FMA (Fly Modern Ark), que reintroduziu a ligação entre Lisboa e Maputo, denunciou esquemas de desvio de dinheiro na LAM enquanto esteve responsável pela sua gestão, apontando prejuízos de cerca de três milhões de euros. O Gabinete Central de Combate à Corrupção de Moçambique instaurou um processo à companhia para proceder à sua investigação.
Desde 4 de Fevereiro deste ano, que o Governo moçambicano autorizou a venda de 91% da companhia a empresas estatais, sendo que apenas a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, os Caminhos de Ferro de Moçambique, e a Empresa Moçambicana de Seguros, podem comprar a participação da companhia.
Os fundos desta aquisição, avaliados em cerca de 125 milhões de euros, devem ser utilizados para a compra de oito aeronaves.
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