O Mercado das Viagens fechou o ano de 2023 com 18 agências, e prevê acrescentar mais quatro neste ano, um ritmo de crescimento que privilegia a sua identidade e que garanta um “crescimento a dois dígitos em facturação”.
O Mercado das Viagens espera abrir mais quatro agências em 2024 e tem o objectivo de “subir dois dígitos em facturação”, segundo o administrador Nuno Pereira, no entanto sem querer alimentar expectativas.
“O ano passado, dentro do primeiro trimestre, o Janeiro foi um mês brutal, e andámos aqui todos muito animados, e a partir de Março as coisas começaram a cair, e acho que isto foi geral”, mas a verdade é que “o ano correu lindamente, e este ano está a acontecer exactamente a mesma coisa, e nós não queremos criar as expectativas outra vez”.
O Mercado das Viagens facturou 11,9 milhões de euros em 2023 e o objectivo para 2024 será registar pelo menos mais 1,19 milhões de euros, o que, se se concretizar, vai fazer com que o grupo ultrapasse a facturação de 2019, período pré-pandémico quando tinha 26 agências.
Adriano Portugal, director-geral, explicou que “o nosso objetivo é crescer sustentadamente, não em quantidade”, de forma a manter a identidade.
“Não queremos fazer 50 agências de um ano para o outro, porque isso não nos vai trazer benefícios, só nos vai dividir”, explicou o administrador Nuno Pereira, “queremos crescer em qualidade, não só em quantidade, queremos ter empresas sustentáveis e dar apoio à nossa rede, e se tivermos a abrir muitas agências por ano, não vamos conseguir dar este apoio à nossa rede”.
A projecção de crescimento para os próximos anos é a um ritmo semelhante ao que está previsto para 2024, cerca de quatro novas agências, de forma a atingir uma rede de 30 a 32 agências de forma sustentável.
O modelo de negócio do Mercado das Viagens não assenta em abrir e fechar franquias, asseguram os administradores e o director, sendo que o processo de acrescentar uma agência ao agrupamento passa por entregar uma região, ou concelho, à agência, ou agências, a abrir.
Carlos Silva ressalva que “a pessoa que abrir a agência tem de ser uma pessoa do turismo”, com formação na área. Caso não tenha formação em turismo, Nuno Pereira explica que “obrigatoriamente tem de abrir sempre com alguém do turismo”.
Duas das agências previstas para este ano de 2024 devem ter lugar no centro do país, ao passo que as outras duas devem ser situadas na zona circundante de Lisboa.
Em relaçao a perspectivas para 2024, apesar de ainda estarmos em Fevereiro, o director do Mercado das Viagens alerta que “o ano que se avizinha é um ano de incógnitas por variadíssimos motivos”, entre os quais os conflitos bélicos e a instabilidade política, mas “estou em crer que vamos conseguir ter um ano muito bom também, mas é preciso ter os pés bem assentes no chão”, visto que o mercado português está a tornar-se cada vez mais “volátil” e imprevisível.
“O ser humano tem tendência a habituar-se a coisas que não se devia habituar, nomeadamente estes conflitos internacionais”, continuou o director, explicando que no mercado português, “o problema aqui vai ser, quem é que vem em termos de governo, e que medidas é que esse governo vai tomar, se afectar a sociedade portuguesa, que já está severamente afectada, se isso afectar vai interferir rapidamente no nosso sector, que é sempre o primeiro a entrar em colapso, é o primeiro a sair das crises, mas é o primeiro a entrar”.
“A estratégia para 2024 continua a ser subir as vendas, alcançar mais rentabilidade acima de tudo, porque vender temos muita gente a querer vender por valor e não rentabilidade”, continuou.
“Nós queremos é que as nossas empresas tenham o máximo de rentabilidade possível, e para isso é necessário encontrar os mecanismos certos para tirar essa rentabilidade, não é só através dos contratos, é através de outros mecanismos que estamos à procura”, acrescentou.
“O contacto com os players, estar cada vez mais próximo” e a definição de “estratégias que sejam comuns a todos nós, tendo em conta a diversidade que é característica do próprio grupo” é o caminho do Mercado das Viagens, concluiu.
O PressTUR marcou presença na V Convenção do Mercado das Viagens a convite do agrupamento e com alojamento no Vila Galé Collection Elvas




