A Global Business Travel Association lançou o seu relatório 2023 GBTA Business Travel Index, em colaboração com a Visa, com previsões mais favoráveis que o relatório anterior, que indicam uma recuperação mais acelerada deste segmento de mercado.
No ano de 2022, de acordo com o GBTA Business Travel Index de 2023, os gastos relacionados com turismo ascenderam aos 1,03 biliões de dólares, cerca de 947 mil milhões de euros, com um crescimento de +32%, que se prolonga para o ano corrente de 2023.
Segundo este index, no ano de 2022, foram gastos 183 mil milhões de dólares em voos, 395 mil milhões em alojamento, 191 mil milhões em comida e bebida, 138 em transportes térreos, e 121 noutros gastos associados a viagens e turismo, totalizando 1,03 biliões de dólares.
O crescimento mais acelerado nas viagens de negócios foi verificado na região Oeste da Europa, enquanto que na América do Norte e na América Latina o aumento nos gastos em 2022 é o destaque. Outros países da Europa continuam mais atrasados na recuperação devido ao impacto da invasão da Ucrânia por parte da Rússia.
A região da Ásia e do Pacífico tem tido uma recuperação menos acentuada devido à reabertura tardia da economia chinesa, que fez o país cair para segundo lugar no ranking dos países mais impulsionadores do mercado de viagens de negócios de 2022. Em 2023, é esperado que o país recupere esse estatuto.
Em termos globais, o crescimento dos gastos de turismo está melhor do que as expectativas do relatório anterior, de 2022, que previa que só em meados de 2026 é que os gastos com turismo ultrapassariam os gastos registados antes da pandemia, enquanto que o BTI deste ano já aponta para essa recuperação no final de 2024.
Os gastos pré-pandemia, avaliados em cerca de 1,4 biliões de dólares, cerca de 1,29 biliões de euros, devem ser ultrapassados em 2024, e a previsão para 2027 é que os gastos atinjam a marca dos 1,8 biliões de dólares, cerca de 1,66 biliões de euros).
A GBTA, no seu index, aponta razões para este crescimento acelerado, como a procura reprimida durante o período pandémico, as condições financeiras mais favoráveis em 2022 e em 2023, e o facto de algumas recessões previstas não se terem verificado. A associação mencionou ainda o combate à pandemia nos últimos 18 meses como um factor importante para esta aceleração, permitindo o regresso aos eventos e reuniões presenciais.
De notar ainda o inquérito realizado, com a participação de 4.700 viajantes de negócios, que indica que 62% dos inquiridos estão a combinar viagens de negócios com viagens pessoas com maior frequência do que em 2019. 42% dos inquiridos afirma que acrescentam dias de lazer às viagens de negócios, e 79% destes afirmam que ficam na mesma acomodação tanto em negócios como em lazer.




