As receitas turísticas do Brasil, que são os gastos de turistas não residentes monitorados pelo Banco Central, tiveram em Junho o segundo mês consecutivo de aumento face à pré-pandemia acima de 30%.
A informação do Banco Central indica que os gastos no país por turistas não residentes ascenderam a 507,95 milhões de dólares no mês de Junho, com aumentos em 119,65 milhões em relação a Junho de 2022 (+30,8%) e em 129,3 milhões em relação a Junho de 2019.
No conjunto do primeiro semestre, o Banco Central do Brasil indicou que o montante de gastos de turistas não residentes elevou-se a 2.721,3 milhões de dólares, que são mais 332,05 milhões (+13,9%) que nos primeiros seis meses do ano passado e mais 519,16 milhões (+16%) que no semestre homólogo de 2019, pré-pandemia.
Estes aumentos têm-se repercutido em recuperações ainda mais acentuadas do saldo da balança de viagens e turismo, na medida em que os gastos dos brasileiros em turismo no estrangeiro, embora em recuperação, ainda se mantêm abaixo do que eram em 2019.
Os dados do Banco Central indicam que os brasileiros despenderam 1.416,65 milhões de dólares em turismo no estrangeiro no mês de Junho e 5.665,25 milhões no primeiro semestre deste ano.
Face a Junho do ano passado, os gastos aumentaram 18,4% ou 220,18 milhões, mas no semestre ainda mantêm decréscimo em 5,3% ou 315,72 milhões.
Em relação a Junho pré-pandemia, os gastos em Junho deste ano ficaram abaixo em 4,8% ou 70,67 milhões de dólares, e no semestre têm quedas em 40,8% ou 3.907,76 milhões de dólares.
Desta forma, o saldo das viagens internacionais atingiu 908,69 milhões de dólares em Junho e 2.943,94 milhões no semestre, aumentando no mês em 12,4% ou 100,52 milhões em relação a Junho do ano passado, mas ainda assim com redução em 18% ou 647,77 milhões em relação ao primeiro semestre.
Relativamente a 2019, pré-pandemia, o défice no primeiro semestre baixou 53,5% ou 3.388,61 milhões de dólares, com redução no mês de Junho em 18% ou 199,98 milhões.
Ver também:
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