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TAP reduziu no segundo semestre em 30,7% a dívida em bilhetes por utilizar

A TAP, que no final do primeiro semestre do ano passado tinha 1.064,1 milhões de euros de clientes em bilhetes ainda por utilizar, terminou o ano com essa responsabilidade reduzida a 737,8 milhões de euros, ou seja, menos 30,7% ou menos 326,3 milhões que seis meses antes.

O balanço da companhia mostra que ainda assim os “documentos pendentes de voo” mantêm-se a rubrica com maior peso no passivo corrente, que a 31 de Dezembro de 2022 era de 2.198,9 milhões de euros, em alta de 26,7% em relação a 2019, pré-pandemia e mais 26% que em 2021.

Os documentos pendentes de voos são, maioritariamente, uma consequência do modelo comercial da aviação, que obriga os passageiros a comprarem as passagens com antecedência, tanto maior quanto se trate de voos em época alta.

O balanço mostra que a TAP terminou o ano de 2022 com um lucro operacional, que não pode ser atribuído a créditos fiscais, de 268,2 milhões de euros, representando uma margem de 7,7% dos rendimentos operacionais, que se elevaram a 3.485 milhões de euros, acima de 2019, pré-pandemia, em 5,6% ou 186,2 milhões.

A TAP, mostram os mesmos dados, embora com uma redução de pessoal em 22,4% face a 2019, com uma frota reduzida em 11,4% e tendo registado uma quebra do número de passageiros em 19,3% ou 3,29 milhões, ficando em 80,7% do total pré-pandemia, teve um aumento das receitas de passagens em 5,6% ou 186,2 milhões de euros.

Este aumento, acompanhado por uma redução dos encargos com pessoal em 38,6% ou 261,9 milhões, que assentou nomeadamente na redução de efectivos em 22,4% ou cerca de dois mil, para 6.988, permitiu à companhia gerar 777,7 milhões de euros de lucros antes de juros, impostos, amortizações e provisões (EBITDA), superior ao do ano de 2019 em 48,7% ou 254,8 milhões de euros.

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