O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje uma subida da sua taxa de juro de referência em 75 pontos base, justificada com o combate à inflação, que também indicou tender a ser mais forte do que antecipava, agravando as preocupações das empresas e consumidores, incluindo o sector das viagens e turismo.
O comunicado divulgado pelo BCE evidencia também que a inflação não está apenas mais elevada do que antecipava, como “provavelmente permanecerá acima do objectivo por um longo período”, ao contrário do que tem sido uma das tónicas do discurso governamental em Portugal.
O BCE diz que a inflação poderá aumentar ainda mais no curto prazo, depois assinalar que segundo o Eurostat em Agosto a inflação atingiu 9,1%, ‘puxada’ pela subida dos pelos da energia e alimentação, bem como a pressão criada em alguns sectores pela ‘libertação’ da covid-19, criando alguns estrangulamentos.
Assim, acrescenta, o BCE “reviu em alta significativa as suas projecções para a inflação”, apontando para atingir uma média de 8,1% este ano, 5,5% no próximo e 2,3% em 2024.
O BCE informou também que os dados económicos mais recentes apontam para “um substancial abrandamento do crescimento económico na zona euro”, apontando mesmo para uma estagnação na parte final do ano e no primeiro trimestre de 2023.
A informação assinala que os altos preços da energia retiram poder de compra aos consumidores, a que acresce uma situação geopolítica adversa pela invasão da Ucrânia pela Rússia que, diz, “penaliza a confiança das empresas e consumidores”.
O BCE diz que neste quadro reviu as projecções económicas em baixa, com redução drástica no resto deste ano e crescimento em 3,1% em 2022, 0,9% em 2023 e 1,9% em 2024.
O banco, que anunciou uma subida imediata da sua taxa de referência em 75 pontos base, acrescenta que as suas três taxas sobem para 1,25%, 1,50% e 0,75% a partir de 14 de Setembro




