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Vinho de Talha: Conheça o Alentejo através da Rota do Vinho de Talha

A Rota do Vinho de Talha é uma viagem cultural pelo Alentejo, que passa por 22 municípios que representam o passado, o presente e o futuro de uma actividade vínica milenar que faz as delícias tanto de enólogos como dos mais vinicamente inexperientes grupos de amigos.

A Rota do Vinho de Talha dá a conhecer o processo de produção deste néctar, as várias adegas da região, os sabores característicos destes vinhos, as vinhas centenárias, o sítio arqueológico da Villa Romana de São Cucufate, e as tradições que ainda hoje se celebram.

Esta iniciativa tem como principal impulsionador o município da Vidigueira e inclui os municípios alentejanos de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arronches, Borba, Beja, Campo Maior, Cuba, Elvas, Estremoz, Évora, Ferreira do Alentejo, Marvão, Mora, Moura, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Serpa e Viana do Alentejo.

A freguesia de Vila de Frades, que conta com uma grande concentração de adegas, com o sítio arqueológico da Villa Romana de São Cucufate e com o Centro Interpretativo de Vinho de Talha, é considerada a ‘capital’ da produção do Vinho de Talha.

A Adega Gerações da Talha, em Vila de Frades, foi criada pelo bisavô de Teresa Caeiro, que nos recebeu como uma das responsáveis pela adega onde é possível fazer provas de vinho e jantares com actuações de um grupo coral, e onde é “tudo muito manual, tudo muito caseirinho”.

Adega Gerações da Talha:

 

O jantar foi organizado no pátio, com iguarias alentejanas como sopa de cação e entrecosto de porco preto com migas, fazendo justiça ao termo “caseirinho”, e era frequentemente ‘interrompido’ pelos cantares do grupo Cantadores do Cabeço do Diabo, que na sua mesa, alegremente, tomavam a iniciativa de animar os comensais.

No que diz respeito a vinho de talha, experimentamos o Farrapo, que homenageia os farrapeiros, nome pelo qual eram conhecidos os frades que faziam votos de pobreza, e ficámos a saber mais sobre o “Professor Arlindo” e o “Tubarão na Talha”.

Na Adega Família Galante fomos recebidos por José Galante, que nos serviu o seu primeiro vinho certificado, que conta com uma produção de 700 garrafas, num espaço muito acolhedor onde organiza almoços e eventos com gastronomia alentejana. Aos petiscos como queijos, enchidos e ovos com silarcas, juntam-se o vinho de talha e uma explicação sobre a sua produção.

A Família Galante produz vinho há cerca de 20 anos e organiza estes encontros há sete, e actualmente dispõe de três espaços para eventos, incluindo um para 60 pessoas sentadas no campo, e o alojamento local Dona Teresa.

Entre as curiosidades que José Galante partilhou, está o facto de ter nascido no edifício onde nos recebeu e de a sua produção de vinho de talha ter começado com um pequeno pote e agora já contar com cerca de 30 talhas. Para o futuro, Galante tem planos para criar um “bar honesto” na adega, onde os clientes se podem servir e pagar consoante o que consome, e continuar a produzir o vinho de homenagem à sua adega, o “Portal da Adega”.

Na Adega-Museu Cella Vinaria Antiqua, as refeições têm a assinatura do conhecido restaurante País das Uvas, que pertence à família Honrado, cuja história com o vinho começa há gerações, sendo um dos episódios mais marcantes a aquisição da Adega do Tomé para criar o restaurante. O vinho de talha, esse era produzido para acompanhar as refeições da Avó Chica.

Adega-Museu Cella Vinaria Antiqua:

 

O vinho de talha da Honrado Vineyards é certificado e a sua última produção, de cerca de 4.000 garrafas, foi vendida em poucos meses.

Em relação à Adega-Museu, o objectivo é que este espaço seja para preservar a técnica de produção do vinho, promover workshops e provas de vinho, entre outras actividades de grupo, que podem ser acompanhadas por um tradicional cozido de grão ou de umas incomparáveis bochechas de porco preto com migas.

O PressTUR viajou a convite do Município de Vidigueira

Ver também:

Vinho de Talha: Conheça a Adega Cooperativa, o Centro Interpretativo e as Ruínas Romanas

Vinho de Talha: Saiba mais sobre esta técnica milenar candidata a património da UNESCO

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