spot_img
- Publicidade -
- Publicidade -spot_img

Ryanair prevê “algum crescimento” em Portugal, “mas não tanto quanto queria” – Michael O’Leary

A Ryanair vai aumentar o número de lugares em voos de e para Portugal este ano, “mas não tanto quanto queria”, de acordo com Michael O’Leary, CEO, para quem os principais culpados são a ANA Aeroportos, o Governo português e easyJet.

Em conferência de imprensa hoje em Lisboa, o CEO do Grupo Ryanair anunciou que a low cost vai operar este Verão mais 14 rotas que no ano passado.

Fonte da Ryanair avançou ao PressTUR que, em Lisboa, as novidades são Tânger e Roma, a que se juntam Alicante e Madrid, que são operadas pela primeira vez no Verão, e Poznan, que a low cost está a operar no Inverno e vai prolongar para o Verão.

Em Faro, as novas rotas são Estocolmo, Budapeste, Cracóvia, Norwich e Marraquexe. No Porto, as novidades são Ibiza, Santander e Tânger, a que se juntam Belfast e Pisa, que a low cost está a operar no Inverno e vai prolongar para o Verão.

No total, a companhia aérea perspectiva operar este ano 170 rotas de/para Portugal e transportar 13,5 milhões de passageiros, mais cerca de 7% que no ano passado.

Na sua base em Lisboa, maior aeroporto português, a Ryanair terá quatro aviões a operar 38 rotas, com perspectiva de transportar 4,1 milhões de passageiros, mais 5% que em 2023.

Para Michael O’Leary, há três culpados principais para o crescimento não ser maior: a ANA Aeroportos/Vinci Airports, o Governo português e a easyJet.

Acusa easyJet de não usar slots que recebeu da TAP

Por um lado, o CEO do Grupo Ryanair defende que a capacidade do Aeroporto de Lisboa está a ser limitada artificialmente para que a TAP não tenha mais concorrência.

Mas há outro constrangimento de capacidade em Lisboa. Michael O’Leary acusa a easyJet de não estar a utilizar os slots que recebeu da TAP, que teve que os ceder como contrapartida pelo apoio estatal recebido na pandemia de covid-19.

A Ryanair também concorreu para ficar com os 18 slots da TAP, mas foi a easyJet que venceu. Segundo O’Leary, a easyJet ficou com os slots por ter aviões maiores. O critério, na sua opinião, deveria ser a ocupação média das aeronaves. “Nós com aviões mais pequenos transportamos mais passageiros que a easyJet”.

A Ryanair já apresentou duas queixas contra a easyJet na União Europeia (UE) pela não utilização dos slots em Lisboa, uma em Outubro e outra na primeira semana de Dezembro, revelou o executivo.

“Abram o Montijo”

Michael O’Leary também voltou a apelar para a abertura de um aeroporto no Montijo, que defende ser a solução mais rápida. “A solução existe, não precisa de mais estudos ambientais, basta construir um terminal e pode estar a funcionar em 12 a 18 meses”.

“É um escândalo não ter sido feito ainda” o aeroporto no Montijo. Na sua opinião, a solução do Montijo deveria “ser retirada das mãos da ANA Aeroportos e oferecida a outros operadores aeroportuários”, para que houvesse concorrência. Sobre Alcochete, O’Leary diz que “não é uma solução” porque “demora anos a construir”.

O CEO da Ryanair também voltou a defender que o aumento dos valores cobrados pela ANA Aeroportos/Vinci em taxas aeroportuárias está a impedir o crescimento da low cost em Portugal, como já havia referido no final de Novembro do ano passado. Clique para ler: CEO da Ryanair culpa Governo e ANAC pela redução dos seus voos em Portugal / ANA responde à Ryanair: “taxas médias para 2024 são inferiores às de 2019”.

Para aceder ao site da Ryanair clique aqui.

- Publicidade-
- Publicidade -spot_img