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Ryanair assina acordo com OTA que há menos de um mês dizia ser “pirata”

A Ryanair, que a 3 de Janeiro celebrava a remoção dos seus voos das principais agências de viagens online (OTA, do inglês para online travel agency), anunciou novos acordos para vender os seus voos através das OTAs Kiwi e loveholidays.

Esta segunda-feira, dia 29, a Ryanair anunciou um acordo de distribuição com uma OTA que há menos de um mês acusava de ser uma agência “pirata”, a Kiwi.com.

O acordo, segundo um comunicado da low cost, “garante que a Kiwi terá agora acesso directo ao site Ryanair.com sem fazer ‘screenscraping’”, ou seja, sem recolher os dados do website da companhia sem autorização para poder vender os seus voos.

O novo acordo significa que os clientes da Kiwi podem comprar voos e seviços da Ryanair “a preços reais (sem mark-ups)”, com garantias de que terão acesso directo à sua conta myRyanair e que receberão todas as informações de voos directamente da companhia aérea, sublinha o comunicado.

A parceria também significa que a Kiwi vai passar a fornecer à Ryanair o contacto directo do cliente e os seus detalhes de pagamento.

A Ryanair recorda no comunicado que “há muito que faz campanha para que todos os consumidores sejam protegidos contra cobranças excessivas e fraudes de preços da OTAs piratas, e para que acabem com contactos falsos de clientes e informações de pagamento falsas”.

A companhia aérea defende que a parceria com a Kiwi “demonstra como as OTAs podem trabalhar com a Ryanair de uma forma transparente, que elimina a necessidade de práticas anti-consumidor, ao mesmo tempo que dá aos passageiros da Kiwi.com acesso directo aos preços baixos da Ryanair, sem sobretaxas ou fraudes de preços”.

Citado no comunicado, o chief commercial officer da Kiwi.com, Golan Shaked, afirmou que o acordo “é positivo” e “encerra um período de atrito que impactou os nossos clientes”.

A parceria “reflecte o nosso compromisso em estabelecer relacionamentos com todas as companhias aéreas para o benefício dos clientes e dos nossos objectivos comerciais de longo prazo”, acrescentou Golan Shaked.

Na semana passada, no dia 23, a low cost anunciou em comunicado a assinatura do seu primeiro acordo com uma OTA, a loveholidays.

O acordo garante que os clientes da OTA podem reservar voos e serviços da Ryanair no website loveholidays.com, com a garantia de que não serão cobrados a mais, que receberão informações sobre os voos directamente da Ryanair e que terão acesso à sua reserva através da sua conta myRyanair.

A nota de imprensa sublinha que a loveholidays concordou em exibir apenas “os preços reais da Ryanair, sem margens de lucro” transmitindo à low cost “os detalhes precisos de contacto e pagamento do cliente”.

Citado no comunicado, o Chief Marketing Officer da loveholidays, Al Murray, afirmou que “o estatuto de parceiro aprovado da Ryanair garantirá que o processo de reserva e gestão de um voo Ryanair como parte de um pacote loveholidays será perfeito para os clientes”.

A assinatura destes dois acordos acontece menos de um mês depois da Ryanair ter anunciado que a maioria das grandes OTAs, incluindo Booking.com, Kiwi e Kayak, tinham deixado de vender os seus voos no início de Dezembro.

Na altura, no dia 3 de Janeiro, a Ryanair classificou como “bem-vinda” a remoção do seus voos dos websites destas OTAs, indicado que representam “apenas uma pequena fracção” das suas reservas. Clique para ler: Ryanair confirma que a maioria das grandes OTAs deixaram de vender os seus voos.

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