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Portugueses concentram gastos turísticos nos destinos da moeda única e nos intercontinentais

A evolução dos gastos turísticos dos portugueses este ano mostram duas linhas de desenvolvimento aparentemente contraditórias, com concentração tanto em destinos da Zona Euro, como fora da Europa, designadamente na América e em África

O ano é de claro aumento dos gastos dos residentes em Portugal em turismo no estrangeiro, com aumento em 4,3% ou 150,13 milhões de euros nos primeiros oito meses face ao período homólogo de 2019, baseado em subidas na Zona Euro, em 7% ou 137,13 milhões, no continente americano, em 28,3% ou 120,16 milhões, e em África, em 61,8% ou 152,55 milhões, nomeadamente pelo aumento em 74,2% o 75,86 milhões nos PALOP.

Os destinos perdedores nestes oito meses são a Europa, que apesar do aumento na Zona Euro tem decréscimo em 4% ou 103,77 milhões, e Ásia, com -6% ou menos 10,6 milhões.

Por países, além do Reino Unido, que é o maior perdedor nos primeiros oito meses do ano (clique para ler: Portugueses reduziram para metade os gastos turísticos no Reino Unido), também Espanha teve menos gastos de turistas portugueses, de acordo com dados do Banco de Portugal, com menos 35,96 milhões que em 2019, mantendo-se, ainda assim, por grande margem, como o nº1, com 21,6% do total de gastos dos portugueses entre Janeiro e Agosto deste ano.

O banco central indicou que os residentes em Portugal despenderam em Espanha até Agosto 783,31 milhões de euros, surgido seguidamente França, com 398,41 milhões, Países Baixos, com 207,97 milhões, Reino Unido, com 205,78 milhões, e Itália, com 175,53 milhões.

Os Estados Unidos são o primeiro destino intercontinental, com 130,10 milhões, à frente do Brasil, com 75,97 milhões, e Angola, com 22,41 milhões.

Em comparação com os primeiros oito meses de 2019, pré-pandemia, os gastos dos portugueses em turismo já apresentam aumentos em França, em 3,2% ou 12,34 milhões, para 398,41 milhões, Países Baixos, em 18,8% ou 32,93 milhões, para 207,97 milhões, Itália, em 6,4% ou 10,62 milhões, para 175,53 milhões, Alemanha, em 8,2% ou 10,26 milhões, para 134,71 milhões, Luxemburgo, em 219,4% ou 71,54 milhões, para 104,15 milhões, Irlanda, em 98,7% ou 34,72 milhões, para 69,89 milhões, e Suíça, em 5,2% ou 2,16 milhões, para 43,75 milhões.

Abaixo dos primeiros oito meses de 2019 estão os gastos em Espanha, em 4,4% ou 35,96 milhões, para 783,31 milhões, Reino Unido, em 52% ou 222,91 milhões de euros, para 205,78 milhões, Estados Unidos, em 9,5% ou 13,66 milhões, para 130,10 milhões, Brasil, em 15,3% ou 13,71 milhões, para 75,97 milhões, Bélgica, em 28,8% ou 27,84 milhões, para 68,78 milhões, e Angola, em 9,8% ou 2,44 milhões, para 22,41 milhões.

E em Agosto, que é por excelência o mês mais escolhido pelos portugueses para as suas viagens turísticas, os gastos aumentaram este ano face a 2019 em 21,1% ou 127,05 milhões, sobressaindo os aumentos em 117,6% em destinos de África, com +131,1% nos PALOP, e +37,4% em destinos da América, apesar de -12,7% nos Estados Unidos e -29,4% no Brasil.

Os principais destinos em montante de gastos dos residentes em Portugal foram, como tradicionalmente, Espanha, com 208 milhões de euros (28,6% do total), França, com 60,35 milhões (8,3% do total), Países Baixos, com 43,67 milhões (6% do total), Itália, com 36,82 milhões (5,1% do total), e Reino Unido, com 33,84 milhões (4,6% do total).

Os dados do Banco de Portugal revelam, sem descriminarem, maior concentração de gastos turísticos dos portugueses em destinos de África, atingindo 11,7% do total de Agosto, +5,2 pontos que no mês homólogo de 2019, seguindo-se destinos da Zona Euro, com +2,6 pontos, atingindo 60,8% do total de gastos em Agosto.

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