Prioridade agora é “ajudar à reconstituição do balanço das empresas” – ministro da Economia

03-12-2021 (14h19)

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou hoje que "mais do que dar apoios a fundo perdido", a prioridade agora "é ajudar à reconstituição do balanço de empresas que ficaram muito degradadas" pela pandemia, bem como "dar um apoio à amortização de dívida" às micro e pequenas empresas.

Em Aveiro, no Congresso da APAVT, Pedro Siza Vieira começou por salientar que, a nível de apoios para as empresas turísticas, já está tomada a decisão de manter em vigor o apoio à retoma progressiva, "agora que vamos passar pela época baixa acho que se justifica manter".

Reconhecendo que "dentro do sector turístico o segmento mais devastado foi mesmo o das agências de viagens", o ministro revelou que não tem "previsto novas formas de apoiar", embora admita que poderão ser criados "alguns apoios mais específicos dirigidos a coisas muito críticas".

Para Siza Vieira, o momento actual já é de "alguma recuperação de procura (...), já não estamos numa situação em que pura e simplesmente não temos clientes".

"A situação agora já não é tanto ter um apoio em modo de hibernação, mas é ajudar à reconstituição do balanço de empresas que ficaram muito degradadas por esta situação", frisou o ministro.

Especificamente para as micro e pequenas empresas, o que Pedro Siza Vieira tem planeado é criar um apoio à amortização de dívida. "Aquilo que tenho pensado é um programa em que por cada euro que o empresário meta para reduzir dívida, o Estado meta um euro. Isto dirigido às empresas mais devastadas pela crise, como muitas agências de viagens, pode ajudar no sentido em que estamos a fazer um esforço de redução de endividamento, redução de passivo".

Esta medida, porém, "tem sido difícil colocar no terreno", indicou o ministro. "Entre a Comissão Europeia e outros actores tem sido difícil colocar no terreno, mas apesar de tudo estamos mais próximos do que já estivemos".

Se houver uma mudança com as eleições legislativas de 30 de Janeiro, "o Governo mantém-se em funções até à posse do novo Governo" e Pedro Siza Vieira espera conseguir deixar esse mecanismo criado.

"Não faço compromisso em relação a tempo, mas tenho a convicção que isto vai acontecer mais tarde ou mais cedo", disse.

Ver também:

Apoio à TAP "deve ser visto como um investimento" - ministro da Economia

 

O PressTUR participa no Congresso a convite da APAVT

 

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