Turismo de Portugal defende abertura com base no “risco pessoa” e não no “risco país”

04-05-2021 (15h35)

Foto: Turismo de Portugal
Foto: Turismo de Portugal

O presidente do Turismo de Portugal alertou hoje que o sector vive “um momento crítico” de retoma, defendendo a abertura ao Reino Unido, EUA e outros mercados com base num critério de “risco pessoa” e não de “risco país”.

“Podíamos crescer mais se já estivéssemos abertos ao Reino Unido, se já estivéssemos na lista verde e se o Reino Unido pudesse também viajar para Portugal; se estivéssemos abertos a mercados como os EUA, da mesma forma que estamos abertos para o Brasil; se estivéssemos abertos para outros mercados, considerando que o risco não deve nunca ser um risco país, mas sim um risco pessoa”, afirmou Luís Araújo durante um webinar, citado pela Agência Lusa.

O presidente do Turismo de Portugal rejeitou a opção por quarentenas e a discriminação de países na lista de ligações aéreas permitidas: “Não podemos ter quarentenas, não podemos discriminar países. Temos de considerar que muitas das pessoas nesses países podem e devem viajar ou porque estão vacinadas, ou porque estão imunes, ou porque têm um teste”.

Portugal, segundo Luís Araújo, deve “pressionar para que os testes antigénio seja aceites internacionalmente em substituição do PCR”, designadamente “pela competitividade que isso nos pode trazer, mas também pela facilidade e simplicidade que vai dar à mobilidade de que tanto precisamos”.

O presidente do Turismo de Portugal declarou-se “muito optimista quanto ao futuro” e referiu que os activos do país “estão cá” e Portugal está “muito bem posicionado” face aos concorrentes, beneficiando de uma “percepção muito positiva” a nível internacional.

“Todos fizemos de tudo, ao longo deste ano, para transmitir confiança, ao nível público e privado. Sabemos onde é que temos de apostar no futuro e há bons sinais daquilo que vai acontecer”, afirmou Luís Araújo, destacando o crescimento registado desde Fevereiro nas pesquisas online, “muito alavancadas na procura doméstica”, e a aprovação em tempo recorde do Certificado Verde Digital pela Comissão Europeia para justificar a “confiança no ar a nível de reservas e de procura”.

“Mas ainda podíamos crescer mais e estamos num momento crítico para trazer este assunto para cima da mesa. Temos de continuar a pressionar, porque este é um momento crítico para reabrirmos a nossa actividade. É essencial que nos deixem fazer o que melhor sabemos fazer, que é receber bem, e temos de o fazer já”, afirmou Luís Araújo.

 

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