Madeira prolonga apresentação obrigatória de testes PCR à entrada no arquipélago

20-07-2021 (15h53)

Foto: Unsplash / Daniela Turcanu
Foto: Unsplash / Daniela Turcanu

O Governo da Madeira vai prolongar a obrigatoriedade de apresentação de um teste PCR à covid-19 com resultado negativo à entrada no arquipélago, uma medida que estava prevista terminar no dia 31 de Julho.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, citado pela Lusa, disse hoje que a pandemia de covid-19 está “contida” na Madeira, mas admitiu preocupação com a “gravidade e a incidência dos casos”.

“Temos a situação contida, as cadeias também estão monitorizadas”, declarou Miguel Albuquerque.

O governante apontou que era “previsível” e “estava dentro das perspectivas” das autoridades regionais um aumento de casos com a abertura do Aeroporto da Madeira, que só na segunda-feira registou 20 movimentos.

“O que nós estamos é muito atentos à gravidade e incidência desses casos”, sublinhou o chefe do executivo insular, acrescentando que, “neste momento, o que nós temos é que ter a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde para podermos receber potenciais internamentos e tratamentos, sobretudo nos cuidados intensivos”.

“Essa capacidade está assegurada com os números que a região tem neste momento e a gravidade dos números que são apresentados”, frisou Miguel Albuquerque, assegurando que “se for preciso rever as medidas [restritivas], vamos rever”.

O presidente do Governo Regional disse que “a ideia inicial” de passar a exigir apenas um teste antigénio na entrada de visitantes na região, neste momento, “não é viável dada a proliferação da pandemia, quer a nível nacional, quer nos destinos emissores”.

Miguel Albuquerque argumentou que a região está a receber turistas do mercado inglês e que “as taxas de incidência da variante delta no Reino Unido são muito elevadas”.

“Por conseguinte, temos de reforçar o controlo nas entradas aqui na Madeira e a melhor forma de o fazer é através dos testes PCR”, pelo que esta medida, que estava prevista terminar em 31 de Julho, vai manter-se.

O chefe do Governo Regional admitiu que “a frequência relativa da variante delta na Madeira também já é de 100%”, mas considerou que esta é uma situação “normal e expectável”.

A Madeira tem de “tomar providências para ter a contenção da pandemia assegurada”, destacando que uma das medidas que tem “funcionado bem” é a aplicação MadeiraSafe, que “tem permitido ter uma monitorização efetiva dos casos e das cadeias”.

(Notícia Lusa)

 

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