Portugal atinge os dois milhões de vacinas administradas

09-04-2021 (08h54)

Foto: Daniel Schludi / Unsplash
Foto: Daniel Schludi / Unsplash

Portugal alcançou a marca de dois milhões de vacinas contra a covid-19 administradas à população desde o dia 27 de Dezembro de 2020, anunciou ontem o coordenador da task force responsável pelo plano de vacinação.

“Atingimos os dois milhões de inoculações. Cerca de 15% já tem uma inoculação e 6% vai atingir muito rapidamente a segunda inoculação”, revelou ontem o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, na conferência de imprensa realizada na sede do Infarmed em que foi divulgada a recomendação da administração da vacina da AstraZeneca em pessoas acima dos 60 anos.

Henrique Gouveia e Melo revelou também que durante este mês há “1,9 milhões de doses para inocular”. Durante o segundo trimestre, a disponibilidade de doses de vacina vai ascender a 8,8 milhões, caso se confirmem os planos de aquisição previstos.

O vice-almirante clarificou ainda o peso da vacina da AstraZeneca nestas contas, ao adiantar que representam somente 1,4 milhões dos 8,8 milhões de doses previstos para esse período, mas recusou um impacto significativo com a limitação etária ontem introduzida.

“Como no segundo trimestre estamos a vacinar em grande parte a população acima de 60 anos, não vai haver nenhum impacto no ritmo nem no plano de vacinação. O nosso plano consegue ajustar-se a esta recomendação sem impactos”, frisou, descartando também neste momento um problema de eventuais recusas das pessoas em relação a esta vacina.

“As vacinas são seguras e eficazes. Nós cumprimos com as regras da Direção-Geral da Saúde; as pessoas não podem estar a escolher as vacinas, porque isso seria muito complexo, injusto e poderia perturbar o plano”, continuou.

Vários países decidiram também traçar limites e não administrar a vacina da AstraZeneca abaixo de certas idades por uma questão de segurança: 30 anos no Reino Unido, 55 anos em França, Bélgica e Canadá, 60 anos na Alemanha, Itália e nos Países Baixos ou 65 anos na Suécia e na Finlândia.

Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) indicou uma “possível ligação” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e “casos muito raros” de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que essa ligação é “plausível, mas não confirmada”, considerando que são necessários estudos especializados.

 

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