Reino Unido avalia restrições a mais países em conjunto com UE

26-11-2021 (14h58)

O ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, afirmou hoje estar a avaliar restrições a mais países devido à nova variante do coronavírus identificada na África do Sul em colaboração com a União Europeia (UE) para uma resposta comum.

O ministro foi ao parlamento para explicar as medidas anunciadas na véspera de colocar na “lista vermelha de viagens” seis países africanos (África do Sul, Botsuana, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Namíbia) a partir do meio-dia.

Isto implica que os viajantes que chegarem ao Reino Unido terão de cumprir quarentena de 10 dias num hotel designado a um custo de 2.285 libras (2.700 euros), além de testes PCR (moleculares) nos dois e oito dias seguintes após a chegada.

“Continuamos a fazer avaliações, incluindo sobre países com fortes laços em termos de viagem com a África do Sul, e estamos a trabalhar com parceiros, incluindo com a África do Sul e com a UE, para uma resposta concertada”, disse Javid aos deputados.

A Itália e a Alemanha anunciaram a proibição da entrada nos seus territórios de viajantes daqueles seis países da África Austral, mais Moçambique.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje que vai propor a suspensão de voos da África Austral com destino à UE.

Apesar de até agora terem sido apenas identificados um pequeno número de casos da nova variante B.1.1.529 na África do Sul, Botsuana, Israel e Hong Kong (de um viajante com origem na África do Sul) e nenhum no Reino Unido, o ministro admitiu ser "altamente provável que se tenha espalhado por outros países”.

“Uma das lições desta pandemia é que devemos agir rapidamente e o mais cedo possível”, vincou.

A partir do meio-dia de hoje, estão suspensos os voos diretos daqueles seis países africanos e os cidadãos estrangeiros que tenham estado ou passado naqueles países estão interditos de entrar no Reino Unido.

A quarentena em hotéis entra em vigor no domingo para britânicos e irlandeses.

Invocando o “aumento exponencial de casos na África do Sul”, o ministro disse recear que esta nova variante do coronavírus que provoca a doença covid-19 represente um risco substancial para a saúde pública, por ser potencialmente mais transmissível do que a variante Delta e resistente às atuais vacinas.

"A variante tem um número invulgar de mutações”, justificou Javid, indicando que a variante B.1.1.529 possui características das variantes Alpha, Beta e Delta.

O Reino Unido é o país com maior número de mortes de covid-19 na Europa, 144.433 desde o início da pandemia, contando com 80,4% da população vacinada com duas doses da vacina e 28,5% com uma terceira dose.

A covid-19 provocou pelo menos 5.180.276 mortes em todo o mundo, entre mais de 259,46 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

(Notícia Lusa)

 

Clique para ver mais: Reino Unido

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Alemanha regista recorde de novos casos

12-01-2022 (17h27)

A Alemanha registou 80.430 infectados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, o número mais alto desde o início da pandemia, de acordo com os últimos números do Instituto Robert Koch para a virologia.

Itália bate recorde de vacinação diário com 686.000 imunizações

12-01-2022 (17h23)

A Itália atingiu um número recorde de quase 700.000 doses da vacina contra a covid-19 inoculadas num dia, anunciou hoje o comissário extraordinário nomeado pelo governo para a emergência sanitária, o general Francesco Figliuolo.

Vacinas aprovadas na UE dão “elevado nível de proteção” contra Ómicron

12-01-2022 (15h48)

As vacinas contra a covid-19 aprovadas na União Europeia (UE) fornecem “elevado nível de protecção” - 70% após duas doses e 90% após reforço - contra a variante Ómicron, divulgou hoje a Agência Europeia de Medicamentos, falando numa variante menos grave.

Certificados de vacinação já integram doses de reforço e validade passa a 9 meses

12-01-2022 (13h44)

A dose de reforço já foi integrada nos certificados de vacinação, que passam a ter nove meses de validade, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

UE caminha para vírus se tornar endémico, mas ainda não está nessa fase

11-01-2022 (16h16)

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse hoje que a União Europeia (UE) está “a caminhar” para que o vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, se torne endémico, principalmente devido à variante Ómicron, mas “ainda não está nessa fase”.

Opinião e Análise