Cerca de 10 mil britânicos deixaram Faro no Sábado

07-06-2021 (13h08)

Foto: Unsplash / Brian Asare
Foto: Unsplash / Brian Asare

A saída de Portugal da “lista verde” de viagens para o Reino Unido, que entra em vigor a partir de amanhã, 8 de Junho, causou um “pico” de cerca de 10.000 saídas do aeroporto de Faro.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, afirmou, citado pela Lusa, que "houve uma concentração de cerca de 10.000 passageiros britânicos para sair, mas é interessante também perceber que, no mesmo período, chegaram 2.500. Portanto, apesar das regras britânicas, ainda há britânicos a chegar ao Algarve”.

João Fernandes reconheceu que “houve alguns constrangimentos pontuais no aeroporto” de Faro devido ao aumento de tráfego com destino ao Reino Unido por parte de passageiros que procuraram regressar antes de terça-feira, dia em que entre em vigor a saída de Portugal da “lista verde” de viagens devido à pandemia de covid-19.

Os passageiros, “muitos deles britânicos”, acabaram por “antecipar o regresso para chegar ao país antes de terça-feira” e escapar assim à obrigatoriedade de realizar uma quarentena de 10 dias e dois testes à covid-19 nesse período devido à medida imposta pelo Governo britânico a todos os passageiros que cheguem ao Reino Unido provenientes de Portugal.

João Fernandes apontou dois motivos para justificar a acumulação na zona de check-in: um relacionado com os recursos humanos disponibilizados pelas companhias aéreas e outro com a falta de preenchimento de formulários exigido pelo Reino Unido.

“Com estes ziguezagueares do Governo britânico, [as companhias aéreas] não disponibilizaram e não têm recursos humanos para abrir muitos guichês, portanto, concentram as filas em poucos pontos de 'check-in'”, argumentou.

O outro motivo prende-se com os passageiros que chegam ao check-in e “não têm o ‘Passenger Location Form’, que é uma informação que é preciso submeter a uma plataforma on-line com um código específico, que é uma obrigação que o Governo britânico requer para entrar no Reino Unido”, referiu João Fernandes.

“Muitos passageiros, sobretudo os mais velhos, que são infoexcluídos, não têm até telemóvel desta última geração e têm dificuldade em cumprir. Chegam ao check-in e demoram mais tempo porque precisam de preencher” o formulário, acrescentou.

As autoridades algarvias também aumentaram a capacidade de testagem à covid-19 no aeroporto de Faro e em vários pontos da região, “sobretudo ao fim de semana”, e têm sensibilizado os turistas, tanto nas chegadas como durante as suas estadias nos hotéis, para fazerem os testes antes de rumar ao aeroporto para apanhar os voos de regresso.

Quantos aos voos de repatriamento, João Fernandes disse que as companhias aéreas e operadores turísticos têm vindo a reforçar a capacidade de resposta consoante a procura de viagens de regresso ao Reino Unido e apontou o exemplo da Tui, que “trouxe um Boeing 787, com capacidade para 300 passageiros”, para poder repatriar mais pessoas antes de terça-feira.

A decisão britânica de excluir Portugal da “lista verde” de viagens foi tomada na quinta-feira e suscitou críticas do sector turístico, que se preparava para um aumento das reservas e da procura de turistas provenientes do Reino Unido, depois de, a 17 de Maio, o Governo britânico ter tomado a decisão contrária, abrindo as viagens com destino a Portugal.

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