Luxemburgo e Rússia protagonizam o melhor e o pior na hotelaria espanhola em Julho

24-08-2021 (17h04)

Barcelona
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Os hotéis espanhóis tiveram no Luxemburgo e na Rússia o melhor e o pior do mês de Julho, ao serem respectivamente o único emissor internacional a ter crescimento das dormidas e o emissor internacional com a quebra mais forte do mês.

Os dados publicados hoje pelo INE espanhol indicam uma quebra das dormidas de residentes na Rússia em 93,3% face ao mês homólogo de 2019, pré-pandemia, no que foi a variação negativa mais forte do mês, só se tendo aproximado as quebras de pernoitas de residentes no Japão, com -92,5%, e na Noruega, com -92,2%.

O Luxemburgo, por sua vez, foi o único emissor internacional com aumento de dormidas este Julho, em 6,1%, para 55,5 mil, que naturalmente não impede que o balanço dos mercados internacionais seja uma quebra das dormidas em 59,5%, significando um decréscimo de 16,8 milhões, para 11,46 milhões.

Os mercados que mais ‘pesam’ no balanço são os tradicionalmente mais fortes na hotelaria espanhola, a começar pelo britânico, que em Julho teve uma quebra de 79,2% ou 5,7 milhões, para 1,49 milhões, e a Alemanha, com quebra em 45,9% ou 2,26 milhões, para 2,67 milhões, que ainda assim foi o primeiro emissor internacional este Julho, tendo representado 23,3% do total de dormidas de não residentes na hotelaria espanhola.

Seguiu-se França, com 14%, apesar de uma queda em 27,4% ou 606 mil, para 1,6 milhões, e só depois o Reino Unido, com 13,1%, que compara com 25,5% em Julho de 2019.

Portugal foi o 11º emissor internacional, com 2,4% do total de dormidas de não residentes, equivalendo a um total de 278,2 mil, -54,2% ou menos 329,1 mil que em Julho de 2019.

A informação do INE espanhol especifica que a hotelaria do país teve uma quebra das dormidas em Julho de países da União Europeia (excluindo Espanha) em 45,2% ou 6,7 milhões, para 8,16 milhões.

Os mercados de longo curso tiveram quebras mais fortes, com os Estados Unidos a decrescerem 69,7% (menos 714,5 mil, para 311 mil), os restantes países do continente americano a baixarem 67% (menos 732,9 mil, para 361,2 mil) e com o Japão em quebra de 92,5% ou 97,1 mil, para 7,8 mil.

Ver também:

Com a pandemia, hotelaria espanhola perde mais de 130 mil dormidas em sete meses

  

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