Credit Suisse prevê crescimento de 4,3% da economia global em 2022

23-11-2021 (14h22)

Foto: Unsplash / Omid Armin
Foto: Unsplash / Omid Armin

A economia global deverá crescer 4,3% no próximo ano, de acordo com as mais recentes previsões do Credit Suisse, que assume que o crescimento económico “deverá ser novamente sólido em 2022”.

“Segundo as Perspectivas de Investimento do Credit Suisse para 2022, a economia global deverá crescer 4,3%”, referiu o banco num comunicado hoje divulgado, acrescentando que, “embora vários bancos centrais tenham começado a retirar os estímulos pandémicos, as taxas de juro deverão continuar perto ou em zero nas principais economias desenvolvidas”.

Os analistas do banco acreditam, também, que, no pós-pandemia, 2022 vai ver “o início de uma grande transição para um mundo em que a sustentabilidade desempenha um papel cada vez maior para os consumidores, negócios, governos e reguladores”.

“Esperamos que as tendências ambientais, sociais e de governança continuem a ser focais e os investidores continuem a incluir as considerações de sustentabilidade quando aloquem capital”, acrescenta o documento.

O Credit Suisse estima que, a nível global, o produto interno bruto (PIB) global cresça 4,3% em 2022, depois de uma expansão de 5,8% este ano.

Na zona euro, a estimativa de crescimento é de 5,3% para este ano e 4,2% em 2022. Já os Estados Unidos da América deverão crescer 5,5% em 2021 e 3,8% no próximo ano.

Em 2022, as economias de China e Japão deverão crescer 6,1% e 1,7%, respectivamente.

Quanto à inflacção global, esta deverá ser de 3,5% em 2021 e crescer, em 2022, para 3,7%.

A inflação este ano deverá ser de 2,4% na zona euro e de 4,7% nos EUA, indicador que o Credit Suisse estima que se cifre em 2,8% e 4,5%, respetivamente, em 2022.

A inflação no Japão e na China deverá cifrar-se nos 0,5% e 2,2% no próximo ano.

Quanto ao euro, o Credit Suisse acredita que a divisa vai começar o próximo ano próxima do dólar, mas irá “estabilizar e recuperar mais tarde no ano, sob reserva das acções políticas do BCE [Banco Central Europeu].

“À luz da continuação da recuperação económica, esperamos que os capitais próprios continuem a produzir dividendos apelativos em 2022, garantindo uma exposição suficiente à classe de activos em carteira. Tendo em conta apenas os parcos retornos esperados em rendimento fixo, os investidores devem procurar estratégias que sigam padrões não tradicionais para diversificar o seu conjunto de oportunidades”, defendeu o ‘global chief investment officer’, Michael Strobaek.

A chefe de Investimento, ‘International Wealth Management’ e ‘global head of Economics & Research’ no Credit Suisse, Nannette Hechler-Fayd'herbe, referiu que a pandemia da covid-19 foi “um choque sem precedentes para a economia global” que levou negócios e decisores a “território desconhecido”.

“Também destacou a importância de investimentos temáticos, que podem ajudar os investidores a capturarem tendências a longo prazo”, acrescentou Hechler-Fayd'herbe.

Entre estas alternativas, o Credit Suisse destaca os bens imobiliários, que deverão continuar a beneficiar das ainda baixas taxas de juro e da recuperação económica.

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