Bolsas europeias em alta, apesar da subida da taxa de inflação nos EUA em Setembro

14-10-2021 (13h29)

Foto: Unsplash / Omid Armin
Foto: Unsplash / Omid Armin

As principais bolsas europeias estavam hoje em alta, apesar da nova subida da inflação nos Estados Unidos em Setembro e da possibilidade da Reserva Federal dos EUA (Fed) começar a mudar a política monetária já em Novembro.

Cerca das 8h45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,57% para 463,01 pontos. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,50%, 0,47% e 0,49%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,22% e 0,56%, respectivamente.

Depois de abrir em alta, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência, estando cerca das 8h45, o principal índice, o PSI20, a avançar 0,55% para 5.624,26 pontos.

A taxa de inflação nos EUA em Setembro subiu 0,4% face a agosto e 5,4% face ao mesmo mês de 2020, mas a Fed continua a insistir que o aumento é "transitório", segundo a Agência Lusa.

Contudo, os investidores temem que devido à subida persistente da inflação a Fed altere a política monetária já em Novembro, com um aumento das taxas de juro.

Também na quarta-feira foram divulgadas as atas da última reunião de política monetária da Fed, que indicam que o banco central dos EUA poderia começar a reduzir gradualmente o programa de compra de dívida de 120.000 milhões de dólares por mês "em meados de Novembro ou em Dezembro".

Apesar da subida da inflação nos EUA, os juros das dívidas soberanas caíram fortemente tanto na Europa como nos EUA, uma tendência que hoje se inverteu.

A bolsa de Nova Iorque terminou mista na quarta-feira, com o Dow Jones a descer ligeiramente de 34.378,34 pontos para 34.377,81 pontos, contra o actual máximo desde que foi criado em 1896, de 35.625,40 pontos, verificado em 16 de Agosto.

Em sentido contrário, o Nasdaq fechou a valorizar-se 0,73% para 14.571,64 pontos, contra o actual máximo de 15.374,33 pontos registado em 07 de Setembro.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,1609 dólares, contra 1,1578 dólares na quarta-feira e o actual máximo desde Maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 5 de Janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em Dezembro abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 83,92 dólares, um máximo desde Outubro de 2018, contra 83,18 dólares na quarta-feira.

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