Governo de Macau encerra Centro de Promoção e Informação Turística em Lisboa

16-06-2021 (11h02)

O Governo de Macau decidiu encerrar o Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal, o seu quinto maior mercado europeu em número de visitantes antes da pandemia. A decisão deve-se à "racionalização de quadros e simplificação administrativa", disse hoje a directora dos Serviços de Turismo.

O Centro, que era coordenado desde 2018 por Paula Machado e antes por Rodolfo Faustino, durante 18 anos, era um projecto do Governo de Macau "cuja intenção original foi estabelecida para o curto prazo, mas que foi prolongada por muitos anos", afirmou à Lusa Maria Helena de Senna Fernandes (clique para ler: APAVT distingue Rodolfo Faustino com medalha de ouro de mérito turístico e Turismo de Macau em Portugal nomeia Paula Machado para coordenadora).

Em 2019, antes da pandemia de covid-19, Portugal foi o quinto maior emissor europeu para Macau, com 15,9 mil visitantes, +2,4% que em 2018 (clique para ler: Macau atraiu em 2019 mais visitantes portugueses).

"Tendo em conta a racionalização de quadros e simplificação administrativa do Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] e a existência da Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa" foi decidido agora extinguir o Centro, acrescentou a responsável, à margem da conferência de imprensa sobre a segunda fase do programa "Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau".

O Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal foi estabelecido em 2005, de acordo com o despacho do primeiro chefe do executivo da RAEM, Edmund Ho Hau Wah.

A Direção dos Serviços de Turismo de Macau mantém uma representação em Londres, sendo "uma delegação para promover turismo, mas não um órgão do Governo da RAEM como [era] o Centro de Promoção em Portugal", explicou.

Londres "é como as delegações em Hong Kong, Malásia, Japão", entre outras, em que são contratadas empresas locais ou são adquiridos serviços destas empresas "através de concursos públicos, a nível internacional, para fazer promoção no país, pelo que não são um órgão externo do Governo da RAEM", indicou.

Na conferência de imprensa, Senna Fernandes apresentou 15 novos roteiros turísticos na cidade que integram a segunda fase de um programa com atividades variadas para ajudar o setor e impulsionar o consumo nos bairros comunitários.

Para esta segunda fase, que inclui desportos, gastronomia, excursões e passeios marítimos, entre outros, o Governo prevê a participação de cerca de 100 mil pessoas, disse.

O programa de "Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau", começou em abril e vai decorrer até dezembro, tendo um orçamento inicial de 120 milhões de patacas (12,5 milhões de euros).

Na primeira fase, que terminou na segunda-feira, "o apoio financeiro do Governo foi de 4,8 milhões de patacas (495 mil euros)", disse a responsável.

"Um total de 297 excursões foram realizadas nas seis rotas da primeira fase, com um total de 9.445 participantes e 8.343 pacotes de experiência hoteleira foram vendidos com a participação de 21.029 pessoas", afirmou.

Na quarta-feira passada, Macau anunciou o 52º caso da covid-19, no mesmo dia em que impôs medidas preventivas devido ao surto de comunitário registado na vizinha província chinesa de Guangdong, exigindo agora a apresentação de um código de saúde ‘online' na maioria de espaços públicos, incluindo transportes, que diferencia por cores (verde, amarelo e vermelho) o risco potencial de contágio.

Guangdong, que registou mais de 100 casos locais desde 21 de maio, é o ponto de origem responsável pelo maior impacto turístico e força de trabalho em Macau, sobretudo ao nível de passagens diárias pela fronteira.

As autoridades de Saúde de Macau apertaram também os controlos fronteiriços, exigindo, por exemplo, quarentena de 14 dias a quem chegar de alguns distritos das cidades de Cantão e de Foshan.

O registo de casos em Guangdong está a traduzir-se numa diminuição no número de visitantes na capital mundial do jogo, já com alguns sinais de recuperação, depois de um ano em que a ausência de turistas afetou fortemente a economia do território.

 

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