Portugal teve quedas de dormidas superiores a 90% em Fevereiro de 15 dos 17 maiores emissores

31-03-2021 (14h54)

Itália e Polónia foram os únicos dos 17 maiores emissores de turistas para Portugal que em Fevereiro tiveram quedas de dormidas no alojamento turístico português menores que 90%, mas ainda assim de 87,1% e 80,7%, respectivamente.

A informação consta da estimativa rápida da evolução do alojamento turístico português divulgada hoje pelo INE e que assinala que Fevereiro, em que Portugal viveu dos momentos mais graves da pandemia de covid-19, tanto em mortes, como internamentos e contágios, foi “o terceiro mês com maior redução do número de dormidas”, com -86,9%, apenas melhor que as quedas ocorridas em inícios da pandemia em Portugal, em Abril, com -97,4%, e Maio, com -95,8%.

O INE avança ainda na mesma informação que em Fevereiro “61,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes”, depois de 57% em Janeiro.

Os dados do Instituto indicam que o alojamento turístico português teve alojados em Fevereiro 208,2 mil hóspedes, que realizaram 472,9 mil dormidas, com quedas respectivamente em 86,9% e 87,7%, respectivamente.

O mercado dos residentes no país proporcionou 83,9% dos hóspedes, com o total de 174,7 mil, e 69,7% das dormidas, com 329,9 mil, tendo quedas em 77,6% e em 74,8%, respectivamente.

Dos mercados internacionais, o alojamento turístico contabilizou quedas de 95,9% em número de hóspedes, para 33,6 mil, e de 94,4% em número de dormidas, para 143 mil.

Para o conjunto do primeiro bimestre deste ano, o INE indica quedas do número de hóspedes em 83,1%, para 509 mil, e do número de dormidas em 83,5%, para 1,17 milhões.

Neste período, o mercado doméstico proporcionou 78,6% dos hóspedes, com 400,5 mil, e 64% das dormidas, com 749,4 mil.

Os mercados internacionais decrescem em média 93,1% em número de hóspedes, para 108,5 mil, e 91,1% em número d dormidas, para 421,3 mil.

Os mercados com quedas mais fortes no bimestre são China, com -98,1%, Canadá, com -97,9%, Estados Unidos, com -96,1%, Dinamarca, com -96,1%, Rússia, com -95%, Reino Unido, com -94,4%, Países Baixos, com -94,2%, Brasil, com -93,5%, Suécia, com -93,3%, e Espanha, com -91,6%.

 

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