AHP reforça apelo para criação de uma linha de apoio específica para hotelaria

31-03-2021 (16h53)

A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) considera que “o Governo deveria ter ido mais longe no que respeita às especificidades das várias actividades”, designadamente criando um linha de apoio especifica para a hotelaria.

Em comunicado, a AHP “lamenta que o pacote de novas medidas de apoio à economia e ao emprego publicado no DL nº23-A/2021 não contemple linhas de crédito específicas para a hotelaria e considera que a linha de 300 milhões de euros, criada no âmbito do Programa APOIAR, pode não ser suficiente para salvar o Turismo, que se encontra numa situação dramática”.

Citado no comunicado, o presidente da AHP, Raul Martins, considera que os novos apoios são “bem-vindos” e “importantes para a retoma económica e manutenção dos postos de trabalho”, mas lamenta que “ainda não haja uma linha de crédito para o turismo, que possa ajudar a suportar custos fixos gerais e operacionais”.

Raul Martins lamenta também que “a redução da TSU seja só de 50% quando há o encerramento das fronteiras e de circulação impedindo o acesso de turistas”.

O presidente da Associação sublinha que “a hotelaria é das actividades mais afectadas pela pandemia, com quebras de quase 80% nas receitas, alojamento e outros (F&B, Spas e ginásios, eventos, etc), significando uma perda de 3,6 mil milhões de euros”.

Na sua visão, “para enfrentar estas perdas, as empresas precisam de medidas mais robustas e céleres para garantirem as suas operações”.

Sobre o plano de desconfinamento apresentado pelo Governo, o dirigente considera “importante também continuar a trabalhar na reabertura de fronteiras com controlo sanitário e na recuperação de ligações aéreas, essenciais para a retoma da atividade”.

O comunicado da AHP sublinha que a expansão do programa Apoiar, o alargamento dos programas Apoiar Rendas e Apoiar + Simples bem como a prorrogação do apoio à retoma processiva “são importantes medidas”, mas a Associação defende que poderiam “ser reforçadas e os seus prazos dilatados”.

A associação considera “essencial” o prolongamento da linha de apoio à retoma progressiva até 30 de Junho de 2022 e não Setembro de 2021, conforme indica a portaria.

Outra das reivindicações da AHP é a implementação da dispensa de 100% do pagamento da taxa social única (TSU) aos trabalhadores em lay-off em empresas com quebras de faturação iguais ou superiores a 75%.

“A AHP reitera ainda a urgência da reabertura integral dos serviços de hotelaria, não se limitando ao alojamento”, referindo-se a “um conjunto de serviços como a restauração, o spa, ginásios, etc, que integram a oferta hoteleira e são fundamentais para os hóspedes enquanto experiência”.

Os hotéis, acrescenta, “estão preparados para cumprir com as imposições de redução de capacidade e horários, bem como as regras de higiene e segurança, mantendo todos os serviços prestados”.

 

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