Ryanair oferece-se para feeder da TAP em Lisboa Companhia portuguesa “desconhece”

11-08-2015 (07h25)

“A TAP desconhece”, disse ao PressTUR o seu porta-voz quando questionado sobre uma declaração do CEO da Ryanair, Michael O’Leary, de que terá proposto que a low cost ‘alimente’ os voos de longo curso da companhia portuguesa, que fez de Lisboa o principal hub europeu de ligações com o Brasil e também relevante para ligações com África.

A notícia do interesse da Ryanair em ser feeder da TAP foi avançada ontem pela agência de notícias Reuters, à qual O’Leary diz que em cinco a dez anos vê a Ryanair a ser feeder de outras companhias com voos de longo curso.
A notícia salienta que se trata de mais um tabu que a Ryanair derruba, ao posicionar-se para entrar no tráfego interline, e centra-se na afirmação de O’Leary de que estará em conversações com o IAG e a Aer Lingus também para ser feeder dos seus voos de longo curso.
O’Leary, segundo a mesma notícia, avançou que além do IAG fez idêntica proposta à TAP, à Norwegian Air Shuttle e à Virgin Atlantic, neste caso para o hub de Londres Gatwick.
O’Leary, de acordo com a notícia, avançou que considera que esse tráfego de conexão que se propõe ‘entregar’ às outras companhias será sempre uma pequena parte do volume de passageiros da low cost e argumenta que a Ryanair tem a vantagem de poder propiciá-lo “muito mais barato” que outras formas de alimentação dos hubs.
O executivo, porém, também deixa claro que a condição da Ryanair é que terão que ser as companhias que fazem os voos de longo curso a responsabilizar-se por eventuais perdas de conexões.
A Reuters escreve que o sistema proposto pela Ryanair é que os passageiros comprarão os bilhetes às companhias que fazem os voos de longo curso, que serão responsáveis por eles e suas bagagens, mas que admite que nesses casos possa transportá-los em ligações posteriores.
“Não há qualquer razão para não começar este Inverno, em Novembro”, disse ainda o CEO da Ryamnair quanto à proposta feita à Aer Lingus, da qual detém cerca de 30% que está a vender ao IAG.
Quanto a ser feeder da British Airways, O’Leary disse que a sua proposta é no contexto de a companhia do IAG comece a ter voos de longo curso de/para Londres Stansted, principal aeroporto da Ryanair.

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