Movimento de passageiros nos aeroportos de Cabo Verde caiu 23,6% até Outubro

16-11-2021 (15h55)

Foto: www.governo.cv
Foto: www.governo.cv

O movimento total de passageiros nos aeroportos cabo-verdianos caiu este ano 23,6%, até Outubro, em termos homólogos, para cerca de 546.000, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, indicam dados oficiais.

De acordo com a Agência Lusa, que recorre aos dados estatísticos da Agência de Aviação Civil (AAC), que regula o sector em Cabo Verde, os aeroportos e aeródromos do arquipélago registaram de Janeiro a Outubro de 2021 um movimento de 10.682 aeronaves em embarques e desembarques (quebra de 7,9% face a 2020), em voos internacionais e domésticos.

O número de passageiros em embarques, desembarques e trânsito nos dez meses deste ano foi de 218.695 em voos domésticos e 327.610 em voos internacionais, traduzindo-se num movimento global de 546.305 passageiros, contra os 715.840 em igual período de 2020 (-23,6%). Contudo, os aeroportos cabo-verdianos só funcionaram em 2020 até Março, tendo sido suspensas todas as ligações aéreas, domésticas (até Julho) e internacionais (até outubro), para conter a pandemia de covid-19.

De Janeiro a Outubro de 2019, antes da pandemia, os aeroportos de Cabo Verde movimentaram 2.273.542 passageiros, em 28.826 movimentos de aeronaves em voos domésticos e internacionais.

Cabo Verde tem quatro aeroportos internacionais, nas ilhas de Santiago, do Sal, da Boa Vista e de São Vicente, e três aeródromos, nas ilhas de São Nicolau, Maio e Fogo, todos operados pela ASA.

As estimativas da empresa estatal Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) apontavam que o movimento nos aeroportos de Cabo Verde deverá ficar abaixo de 500 mil passageiros em 2021, agravando a perda de quase dois milhões de passageiros no ano passado.

As previsões constam do relatório e contas de 2020 da empresa que gere os quatro aeroportos internacionais e três aeródromos do país, fortemente afectada pela pandemia de covid-19, que levou a um prejuízo de 1.771 milhões de escudos (-16 milhões de euros) no ano passado.

A actividade da ASA encontra-se “fortemente condicionada, sendo que apresenta diferentes perspectivas entre segmentos de negócio para 2021”, reconhece a empresa, admitindo que no caso do segmento de Gestão Aeroportuária, o cenário para este ano é “conservador, sendo fortemente dependente do sector do turismo, que se encontra perante um desafio sem precedentes”.

“Neste contexto, em 2021, o movimento de aeronaves deverá apresentar uma nova redução, prevendo-se uma quebra em torno dos 18%, face a 2020, refletindo-se num movimento de passageiros cerca de 38% abaixo de 2020. Para estas perspectivas contribui, igualmente, a questão do primeiro trimestre de 2020 (…), na qual se continuava a observar um crescimento do tráfego apenas interrompido no decorrer de Março de 2020 [devido às restrições provocadas pela pandemia]”, lê-se no relatório.

Esta previsão agrava o cenário de 2020, em que segundo o relatório e contas da empresa, que contabilizou no ano passado um movimento de 775.998 passageiros (embarques, desembarques e em trânsito), menos 72% (perda de quase dois milhões de passageiros) face a 2019, enquanto o movimento de aeronaves caiu 63% (menos 22.000), para 13.162.

Cabo Verde registou em 2019 um recorde de 819 mil turistas, sector que garante 25% do Produto Interno Bruto, mas que está parado desde Março de 2020, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, afetando igualmente o sector aeronáutico e de navegação aérea.

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