Iberia aposta em potenciar o hub de Madrid

05-11-2021 (16h09)

Foto: Iberia
Foto: Iberia

A companhia de aviação espanhola Iberia, que é a transportadora do IAG que melhor está a recuperar da pandemia de covid-19, tem como aposta “potenciar o hub de Madrid para aumentar a conectividade”, designadamente pela reposição de rotas de longo curso para a América do Norte e do Sul.

O balanço do terceiro trimestre publicado pelo IAG, especifica que a Iberia conta repor todas as rotas da América do Norte até ao segundo trimestre de 2022 e 85% da capacidade que tinha para a América Latina até ao terceiro trimestre.

Ainda assim, do lado dos custos o seu plano é aplicar os ERTE (Expediente de Regulação de Emprego) por Força Maior até Fevereiro de 2022, bem como outras medidas de redução de custos.

O balanço do IAG é optimista quanto ao momento actual da aviação, avançando que uma “significativa recuperação da procura está em curso”, levando-o a prever ter no mercado cerca de 60% da capacidade que tinha em 2019, pré-pandemia, quando no primeiro semestre deste ano teve 21% e na época alta do 3º trimestre teve 43%.

Para a British Airways, maior companhia do grupo, o balanço avança que reduziu “significativamente” o prejuízo operacional no 3º trimestre e que está focada em “restaurar as operações para cerca de 90% [de 2019] até ao terceiro trimestre de 2022 e negociar o desenvolvimento de uma plataforma competitiva de ligações de curto e médio curso em Londres Gatwick.

Quanto à Vueling, o grupo realça que apresentou um resultado operacional positivo no terceiro trimestre e aponta como prioridade “consolidar a liderança doméstica” [que pertencia à Ryanair] e “explorar oportunidades” na Europa, a exemplo do que fez em Paris Orly.

Sobre a Aer Lingus, o IAG diz que teve um significativo prejuízo operacional, embora menor, devido a restrições às viagens e que o foco é repor a rede de voos, incluindo a abertura de uma base em Manchster.

Os dados publicados pelo grupo indicam que obteve 3.140 milhões de euros com a venda de passagens nos primeiros nove meses do ano, inclusivamente em quebra de 35% em relação ao período homólogo de 2020, embora no terceiro trimestre, época alta, tivesse um aumento de 715 milhões para 1.999 milhões, mas ficando ainda muito aquém dos 6.492 milhões do 3º trimestre de 2019, pré-pandemia.

As receitas de carga, em contrapartida aumentaram de 269 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, para 302 milhões em 2020 e 405 milhões este ano, enquanto as “outras receitas” recuperaram parcialmente da quebra de 505 milhões em 2019 para 200 milhões em 2020, ficando em 305 milhões.

O IAG, segundo indica o balanço, teve um prejuízo líquido de 2.622 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, que compara com 5.576 milhões em 2020, e no terceiro trimestre a perda elevou-se a 574 milhões, abaixo do período homólogo de 2020, em que o prejuízo alcançou 1.763 milhões de euros.

Por companhias o grupo mostrou que Vueling e Iberia foram as que tiveram as menores quebras de receitas de passagens, com -47,7% para 461 milhões e -53,3% para 563 milhões, respectivamente, enquanto a British teve uma quebra em 77,8%, para 721 milhões, e a Aer Lingus teve um decréscimo em 82,8%, para 115 milhões.

Em resultados operacionais antes de não recorrentes do 3º trimestre, a Iberia apresentou um lucro de 21 milhões, quando um ano antes perdera 252 milhões, a Vueling ficou no breakeven quando em 2020 perdera 230 milhões, a Aer Lingus teve um prejuízo de 80 milhões, depois de perda de 249 milhões um ano antes, e a British Airways perdeu 386 milhões, depois de 1.020 milhões em 2020.

 

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