Amadeus realça atenuação das quebras provocadas pela pandemia

05-11-2021 (15h19)

Foto: Amadeus
Foto: Amadeus

A tecnológica Amadeus, uma das companhias mais lucrativas do mundo, acumulou até ao fim de Setembro um prejuízo de 121,3 milhões de euros, embora no 3º trimestre, época alta do turismo e aviação no hemisfério Norte, tenha alcançado o primeiro lucro trimestral desde o início da pandemia de covid-19, no montante de nove milhões de euros.

O balanço publicado hoje pela tecnológica que diz ajudar a conectar anualmente 1,6 mil milhões de pessoas a fornecedores de viagens em mais de 190 países, mostra que ao longo do ano tem reduzido a quebra de reservas aéreas de agências de viagens, que atingiu 79,2% no primeiro trimestre, sucessivamente para 67,6% no segundo e 58,5% no terceiro, e com uma quebra ainda menor em receitas dessa actividade, em 57,7%, para 300,4 milhões de euros.

A companhia realça a esse propósito que essa recuperação tem sido possível apesar de uma maior proporção de reservas de voos domésticos e de curto curso, geradores de menores receitas, mas que estão a recuperar mais rapidamente que os internacionais e, especialmente, que os intercontinentais.

O Amadeus avança na mesma informação que isso se deve nomeadamente a várias linhas de receita como as proporcionadas pelas suas aplicações IT Solutions para vendedores de viagens e empresas, os quais registaram taxas de contracção de reservas mais suaves do que as agências de viagens.

Adicionalmente a empresa realça a sua maior penetração de mercado, via nomeadamente a conquista de novos clientes, referindo que durante o 4º trimestre assinou 14 novos contratos e renovações de contratos de distribuição com companhias de aviação, atingindo 51 este ano.

A companhia avançou ainda que assinou contratos de distribuição de conteúdos NDC através da Amadeus Travel Platform com 17 companhias, cinco dos quais já implementados, e realça o caso da Etihad que passou a disponibilizar todo o seu conteúdo NDC às agências de viagens via Amadeus e que em 2022 será a vez da Cathay Pacific.

Na área da gestão de passageiros para companhias de aviação, através nomeadamente da solução Altéa, de que a TAP é um dos clientes, o Amadeus destacou que de uma quebra em relação aos períodos homólogos de 2019, pré-pandemia, de 70,8% em passageiros embarcados com essa solução no primeiro trimestre deste ano, passou para 67,7% no segundo e 50,7% no terceiro.

E em proveitos da actividade, com o montante de 294,6 milhões de euros no terceiro trimestre, a quebra encolheu para 39,4%.

A informação divulgada pelo Amadeus assinala que a quebra média nos primeiros nove meses deste ano face ao período homólogo de 2019 está em 58,5% em reservas aéreas de agências de viagens e em 50,7% em passageiros embarcados com as suas soluções.

Em receitas, a companhia indicou uma quebra em 56%, para 1.860,2 milhões de euros, com -68,2% nas reservas aéreas de agências de viagens, para 717,7 milhões, -44,6% em IT Solutions, para 763,8 milhões, e -36,1% em soluções para hospitalidade e outras, para 378,7 milhões.

O resultado líquido nos nove meses é um prejuízo de 121,3 milhões de euros, que compara com uma perda de 356,4 milhões no período homólogo de 2020, em plena pandemia, com o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e provisões a atingirem 405,7 milhões, +106,8% que no ano anterior, embora ainda 76,8% abaixo do período homólogo pré-pandemia.

 

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