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CEO da Ryanair culpa Governo e ANAC pela redução dos seus voos em Portugal

O CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, acusou o Governo português e a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) de nada fazerem para impedir um aumento “excessivo e inexplicável” de taxas aeroportuárias, motivo da redução da sua oferta de voos em Portugal.

A low cost já encerrou este Inverno a sua base em Ponta Delgada, nos Açores, e, a partir de Janeiro de 2024, em vez de dois aviões na base do Funchal terá apenas um.

A redução nos Açores e na Madeira significa passar de uma oferta de milhão de lugares para cerca de 740 mil ao longo do próximo ano, ou seja, menos 260 mil, especificou Michael O’Leary em conferência de imprensa esta terça-feira em Lisboa.

O CEO da Ryanair também anunciou que vai reduzir a sua oferta em Faro e no Porto no próximo ano, durante as “shoulder seasons” (Março, Abril, Maio, Setembro e Outubro), sem detalhar.

Em Lisboa, “não há crescimento”. A Ryanair mantém quatro aviões baseados na capital portuguesa, a operar 36 rotas. “Não vamos cortar em Lisboa por causa da situação dos slots, mas também não podemos crescer, até que alguém finalmente abra o Montijo”, afirmou o executivo.

Questionado se as reduções de oferta em Portugal serão de frequências ou rotas, o executivo afirmou que “serão mais cortes de frequências do que cortes de rotas”. Contudo, sublinhou que a low cost abriu “novas rotas este Inverno em Portugal”, mas no total “foram fechadas mais rotas do que abertas novas”.

A redução da oferta de voos da Ryanair de/para Portugal é “um resultado directo” do aumento das taxas aeroportuárias de “17% em Lisboa, 12% em Faro, 11% no Porto, 9% em Ponta Delgada, e 6% no Funchal”, afirmou Michael O’Leary.

O CEO do Grupo de aviação afirmou que “estes aumentos de preços estão a ser impostos por um monopólio francês de aeroportos”, a Vinci, dona da ANA Aeroportos, numa altura em que outros aeroportos de destinos concorrentes estão a congelar ou reduzir taxas aeroportuárias “para conseguirem recuperar o tráfego pré-covid”.

Para Michael O’Leary, os aumentos de taxas aeroportuárias que considera “excessivos e inexplicáveis” têm origem na inacção da ANAC, que os permite, e do Governo português, que permite o “monopólio da ANA Aeroportos” e adia sucessivamente a construção de um segundo aeroporto na região de Lisboa.

“O monopólio da ANA está a lixar Portugal”, enfatizou o CEO da Ryanair, apelando ao Governo português para agir. O’Leary propõe que o Governo dê a concessão do Montijo a outro gestor aeroportuário para que haja aumento de capacidade e concorrência.

Sobre as taxas aeroportuárias, Michael O’Leary defende que a ANAC “deve congelar” os aumentos. “É altura do regulador agir”, frisou.

“Porque é que todos os aeroportos portugueses são geridos por um monopólio francês? Precisa de ser interrompido. E o que é o regulador aeroportuário português está a fazer? Nada. Estão a dormir”, reforçou o executivo.

Este Inverno, a Ryanair tem 28 aviões baseados em Lisboa, Porto, Faro e Funchal, a operar 170 rotas, 20 delas pela primeira vez este Inverno. A low cost diz que a sua operação em Portugal representa 10 mil empregos, sendo 700 deles directos (pilotos, tripulantes, engenheiros, IT).

Ver também: Ryanair já está acima dos 180 milhões de passageiros/ano

Para aceder ao site da Ryanair clique aqui.

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