Num contexto em que não se adivinha um relançamento da
economia, a consultora prevê um agravamento do negócio para os próximos anos estimando
uma quebra nas vendas das agências de viagens em 1,1% e nos operadores turísticos
em 1,5%.
Em 2010 as vendas das agências retalhistas e de operadores
turísticos cresceram em 4,7% e 6% respectivamente, passando a reflectir-se a
partir de então, o abrandamento do consumo interno.
Em 2011 as vendas das agências de viagens tinham crescido
1,1%, para 13.550 milhões de euros, enquanto que as vendas dos operadores turísticos
tinham descido em -0,7%, para 3.525 milhões diz a DBK, que acrescenta que a
estes factos há que somar a menor rentabilidade empresarial motivada "pela
fraca procura e pela pressão forte sobre os preços".
Em tendência inversa estão as vendas online nas agências de
viagens, que em 2011 tiveram um crescimento em 8%, para 3,250 milhões de euros. As
agências de viagens online absorvem 81,1% da facturação, enquanto que as vendas
através da internet das agências tradicionais somam os restantes 18,9%.
As previsões da consultora indicam ainda que devido à forte
pressão sobre os preços e à menor rentabilidade, irá acentuar-se a tendência
para a concentração sectorial, com o encerramento de agências independentes ou a
sua integração em grandes redes. Por outro lado a consultora prevê que as agências
tradicionais irão continuar a desenvolver o canal de vendas internet.
No sector das agências de viagens as cinco principais redes
têm uma quota de mercado conjunta de 38,8%, mais 3,2 pontos percentuais do que
em 2009 o que reflecte a tendência gradual para a concentração.
O tecido empresarial das agências continua marcado pela dispersão
já que 1.935 empresas (99%) do total, têm até dez pontos de venda, reunindo
37,45% do total segundo os dados da DBK. Apenas oito empresas dispõem mais de cem balcões
ligados somando 58,8%.
A propósito destas previsões da consultora, o jornal "Nexotur"
escreve que em 2011 se manteve a tendência para redução de pontos de venda e
empresas, referindo que o número de pontos de venda ligadas à Amadeus, o maior
sistema de distribuição global em Espanha, teve uma queda em 2,8%, para 6.583 e
que desde 2007 já reduziram em mais de 2.500, e o número de
sucursais caiu em 112 unidades, para 1.954 agências.
Também o número de trabalhadores ligados à distribuição turística
tem vindo a cair. Em 2011 as agências e operadores fecharam o ano com 50.600
trabalhadores, menos 2,3% face ao ano anterior, refere o jornal espanhol.
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