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 Dicas de Viagem
Com mais 14 milhões de euros em voos internacionais
Vendas BSP das agências portuguesas
escapam “por um triz” de queda no 1º Semestre
Presstur 11-07-2012 (16h53) O aumento em 14,09 milhões de euros das vendas de voos internacionais nas agências de viagens IATA portuguesas permitiu ao BSP Portugal chegar ao fim do primeiro semestre deste ano com um aumento pela margem mínima, apesar da forte quebra da procura de voos domésticos, que teve uma redução de 13,8 milhões, segundo os dados a que o PressTUR teve acesso.
De acordo com esses dados, as vendas BSP das agências de viagens, que são o maior mercado de comercialização de voos regulares, totalizaram 409,7 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, ficando apenas 0,1% ou menos de 300 mil euros acima do período homólogo do ano passado.
Este crescimento, embora mínimo, é, segundo fontes das agências de viagens ao PressTUR, “surpreendente”, atendendo às quebras que se verificam no consumo privado pela aplicação das medidas de austeridade do Programa de Ajustamento acordado com a Troika (clique para ler: Banco de Portugal prevê “evolução favorável” das exportações de turismo). http://www.presstur.com/site/news.asp?news=37598
Mas, por paradoxal que possa parecer, essa contrariedade está também a ser a força do BSP, de acordo com fontes da aviação, para as quais é por as empresas portuguesas estarem a ver o mercado doméstico a encolher que mais se lançam na expansão nos mercados internacionais, o que as obriga a viajar mais.
Nos primeiros seis meses deste ano, 90,2% das vendas BSP ou 369,58 milhões de euros foram gerados em voos internacionais, mais 4% que no período homólogo de 2011 e um aumento da sua fatia em 3,4 pontos.
E foi esta procura quase florescente de voos internacionais que permitiu que o BSP “aguentasse” a ainda mais forte retracção da procura de voos domésticos, que acabou o semestre com um decréscimo de 25,6% ou 13,8 milhões, para 40,16 milhões.
As fontes do PressTUR têm salientado que os dados do BSP (sigla do inglês Billing and Settlement Plan, sistema gerido pela IATA, através do qual as agências de viagens pagam às companhias aéreas os bilhetes de voos regulares reservados em GDS) não podem ser vistos como um ‘retrato fiel’ do que é o mercado da aviação em Portugal.
O seu argumento é que Portugal acompanha a tendência a nível mundial de aumento das reservas directas nos websites das companhias, e não apenas das low cost, que não são contabilizadas em BSP por serem vendas directas.
Desta forma, dizem, o que acontece é que o BSP tem uma concorrência cada vez mais forte das vendas directas, especialmente nas viagens que se consideram mais simples de reservar sem recurso a agentes de viagens, como os voos domésticos.
Mas, acrescentam, o que mais tem impulsionado as vendas directas é a percepção que se instalou no mercado de que na internet é mais barato, o que é contestado pelas agências de viagens, que rejeitam que essa seja uma verdade absoluta.
O facto é que essa percepção existe e tem origem na apologia feita às low cost, que foram as pioneiras da venda online, mas que progressivamente se têm estado a converter às vendas via GDS, ou seja, pelas agências de viagens, à excepção da Ryanair, que se mantém fiel ao princípio de só aceitar reservas pelo seu website.
Ao nível do BSP o que acontece é que há mais vendas que passaram a ficar fora do sistema, mesmo quando são feitas por agências de viagens, pois também as há que reservam por exemplo na Ryanair, como o demonstra por exemplo a frequência com que em redes sociais se encontram agentes de viagens a questionarem como fazer alterações nas reservas de voos dessa low cost.
Mas não é esse o único impacto que o BSP está a sofrer. Como o mostram os dados dos Aeroportos, designadamente do maior aeroporto português, Lisboa, nos primeiros cinco meses deste ano o número de passageiros em voos domésticos teve uma queda de 7,3%, para 719,3 mil.
Esta queda evidencia que é também o mercado de voos domésticos que está em contracção, e designadamente da maior linha, que é o Lisboa - Funchal, que até Maio tinha queda do número de passageiros em 9,5%, para 289,7 mil, a que se somava queda de 7,9% no Lisboa - Porto, segunda maior linha doméstica, para 155,7 mil, e 8,9% no Lisboa - Ponta Delgada, terceira maior linha, para 109,1 mil.

Continua em:
Vendas BSP caem 2,6% em Junho pela queda de 32,9% em voos domésticos

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