Verão traz as "Artes à Rua" em Évora

11-07-2018 (18h04)

Imagem: www.cm-evora.pt
Imagem: www.cm-evora.pt

Mais de 150 propostas de música, teatro, dança, cinema, performance, residências e exposições preenchem um evento cultural em Évora que vai levar as “Artes à Rua”, a partir de quinta-feira, 12 de Julho, e até 6 de Setembro.

Trata-se da 2.ª edição do “Artes à Rua” – Festival de Arte Pública, promovido pela Câmara Municipal de Évora e no âmbito do qual, ao longo do Verão, o público pode assistir a “inúmeras manifestações artísticas em espaço público e de acesso gratuito”.

“A arte vai estar na rua e por toda a parte. São mais de 150 acontecimentos culturais”, dos quais “uma parte substancial decorre das respostas de criadores de Évora à chamada que fizemos para novas criações”, disse hoje à agência Lusa Luís Garcia, programador do festival.

Segundo o responsável, à semelhança do que aconteceu no ano passado, “as novas produções de mais de 50 criadores e agentes culturais e os cruzamentos entre os vários tipos de artes constituem parte significativa da identidade do festival”.

A programação, explicou, “decorre em espaços públicos”, como largos, ruas e praças do centro histórico, com excepção do espectáculo final, intitulado “Antropocenas”, no dia 6 de Setembro, no Teatro Garcia de Resende.

Música, teatro, dança, cinema, exposições, residências artísticas, performances e produções especiais integram o certame, que, este ano, “dialoga” com outros três festivais que se realizam em simultâneo, o Evora Africa, o Alentejo Festival Internacional de Artes e o Art Fest Patrimónios, promovidos por outras entidades.

Salvador Sobral, que vai actuar com os outros três músicos dos Alma Nuestra (Victor Zamora, Nélson Cascais e André Sousa Machado), Viviane (protagonista de um espetáculo dedicado às músicas de Edith Piaf), Valas, Ricardo Ribeiro, e David Murray e Saul Williams são alguns nomes em destaque ao longo do evento, segundo a Câmara de Évora.

O arranque da programação faz-se, esta quinta-feira, na Praça do Sertório, com “O Cante Acusmático de Pias”, uma peça multimédia com temas do reportório do Cancioneiro Alentejano para coro polifónico alentejano, com os Camponeses de Pias, electroacústica, registos eco acústicos e ‘video mapping’ (projeção de vídeo em superfícies).

“Ath-Thurdâ”, cuja designação a partir do árabe significa “açorda”, é outro dos principais espetáculos do “Artes à Rua”. No dia 18 deste mês, na Praça do Giraldo, junta em palco o músico e compositor basco Kepa Junkera com “um vasto leque” de outros “cozinheiros”.

O grupo Cantares de Évora, Mara, Celina da Piedade, Beatriz Nunes, Gigabombos e Vozes do Imaginário, e o piano de Amílcar Vasques-Dias, a viola campaniça de Tó Zé Bexiga, o contrabaixo de Carlos Menezes e a bateria de Mário Lopes são alguns dos intervenientes nesta “receita musical”, que mistura “um pouco de folk do País Basco com muito cante alentejano”.

A programação conta ainda com o espectáculo “SULCANTO” (29 de Julho), baseado em três expressões culturais inscritas na lista de salvaguarda do património imaterial da UNESCO - o Fado, o Flamenco e o Cante -, e a atuação do Pablo Lapidusas International Trio com a Orquestra Sinfónica dos Conservatórios de Évora e do Baixo Alentejo, formada de propósito para este concerto.

A exposição “As Évoras em Kepa”, a partir da residência artística que o músico basco fez na cidade alentejana, Guitarras ao Alto com Francisca Cortesão e Mariana Ricardo, um ciclo de cinema ambulante, uma projecção de vídeo com representação teatral e uma ópera multimédia são outras das atividades do cartaz.

(PressTUR com Agência Lusa)

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