Hotel de charme Areias do Seixo nasce na região do Oeste

27-05-2010 (09h55)

Inovador e discreto

Depois de sete anos na mente e de três anos de construção, surge, como por magia, inovador e discreto no meio de um pinhal, a nova jóia da região do Oeste, o hotel de charme Areias do Seixo, em frente à praia do Seixo, em Póvoa de Penafirme, perto de Santa Cruz.

 

 

O hotel, que abriu oficialmente a 27 de Abril, é também uma das mais recentes adesões à Arteh e oferece dez quartos únicos e absolutamente individualizados e 14 villas T3 destinadas ao segmento de segundas habitações e que foram já todas comercializadas no mercado estrangeiro estando quatro em exploração turística.

Em desenvolvimento está já a segunda fase que inclui a construção de mais 19 villas.

O hotel envolveu um investimento de pouco mais de cinco milhões de euros, ao quais se somam mais seis e meio de euros nas 14 villas, e insere-se numa área de oito hectares.

A originalidade, conjugada com o design e os materiais, deu origem a um conceito inédito na hotelaria portuguesa, em que a reutilização de materiais foi imperativa.

Ali, a Lei de Lavoisier ("na natureza nada se perde, tudo se transforma") é aplicada a preceito. Por exemplo, quando houve o temporal na zona do Oeste, alguns dos destroços foram utilizados na decoração do hotel. Os troncos das árvores caídas foram cortados às rodelas, tratadas e colocadas no solo de uma área do jardim a que chamam o "círculo do fogo", um local, perto das dunas que separam o hotel da praia, onde regularmente será acesa uma pira, podendo os clientes sentar-se ao redor do fogo e relaxar deixando-se enfeitiçar pelo crepitar das chamas.

 

 

O Lugar da Horta, zona que conjuga de forma harmoniosa e criativa o restaurante e o bar é outro exemplo de reaproveitamento de materiais, em que um dos candeeiros de tecto "meio retorcido" foi feito a partir de destroços da fachada destruída pelo temporal do Inverno.

Todo o hotel tem pormenores decorativos que nos remetem para a reutilização de materiais, embora sejam notórias as influências marroquinas, africanas e indianas. Os andaimes foram utilizados na cave de vinhos e as tábuas utilizadas nas obras, fazem agora parte da mobília de um dos quartos. Partes de um bidão, pregos, discos utilizados das máquinas são outros exemplos de materiais que não se espera que estejam integrados na decoração de um hotel de luxo, mas a verdade é que o resultado é assombrosamente harmonioso, original e bonito.

O hotel também não tem uma recepção no sentido formal do conceito, tem uma zona de acolhimento onde os clientes podem tomar por exemplo um chá de roibos, chocolate e laranja.

 

 

"O objectivo é mostrar uma imagem de detalhe, mas cosy e confortável", diz Gonçalo Alves, promotor e proprietário do hotel durante uma visita com a imprensa promovida pela Arte, e que descreve o projecto como estando “numa localização improvável, num espaço que é mais do que um hotel, é magia”.

Além da decoração, a sustentabilidade e a preocupação pelo ambiente também se pode ver em aspectos como a geotermia ou o aproveitamento de águas pluviais para regas.

O aquecimento do hotel, incluindo os quartos, é feito através do aproveitamento do calor da terra e além disso, como existe uma horta biológica nos terrenos, os produtos são aproveitados tanto para o consumo do hotel como na venda ao público na mercearia que existe no hotel e que faz lembrar as velhas lojas de bairro onde não falta a balança de dois pratos.

A tonalidade dominante é o cinzento do betão da estrutura o qual foi tratado com um tipo de verniz que lhe deu algum brilho.

Cada quarto, que não têm televisor embora haja ligação para poder ser colocado um a pedido do cliente, é único na decoração e tem o seu ambiente. Não estão numerados, têm um nome, frase que está escrita a giz na porta e música associados. Apenas um dos quartos tem duas camas. Os restantes têm cama de casal. A originalidade do projecto também está patente nesse aspecto. O “Quarto que voa”, “Nha Cretcheu” (de influência africana), “Quarto Oliveira Princesa”, “Quarto Ainda”, “7 sentidos”, “3 Desejos”, “Quarto Prata”, “Quarto Ouro”, “Terra” e “Quarto Sem Hora Marcada”.

Lá fora as dunas dividem o espaço entre o hotel e a praia e pela manhã, ou mesmo à tarde, convidam a um passeio. Do hotel à praia são cerca de 15 minutos. No regresso a opção é tomar um banho revigorante na piscina ou fazer uma massagem no SPA e ficar pronta para comer uma original refeição no restaurante feita com os produtos da estação.

O hotel é ideal para um casal, não sendo apropriado para menores de 10 anos.

Veja mais: Galeria de Fotos Areias do Seixo

Arteh

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