Dominicana é o destino “mais barato” Portugal surge em 7º, a seguir a Espanha

20-06-2011 (07h18)

Estudo do Skyscanner conclui que há “percepções” erradas

A Dominicana é o destino onde os turistas podem ter uma chávena de café, uma garrafa de cerveja, uma refeição principal, de três pratos e garrafa de vinho, e uma noite de alojamento por menos dinheiro, segundo um estudo do portal de comparação de preços Skyscanner, que coloca Portugal na 7ª posição, a seguir a Espanha e à frente da Índia.

O estudo pretende demonstrar que os britânicos têm “percepções” erradas quanto ao custo das férias e destaca o caso da Índia, percebido pelos britânicos como o mais barato, mas que na realidade está na segunda metade da tabela de 30 destinos, já no lote dos mais caros.
Esta avaliação, porém, é quando se entra em conta também com o custo dos voos, que sendo viagens de longo curso atiram a Índia para a 17ª posição, quando estava na 7ª tendo em conta apenas o lote base de itens considerados para avaliar o custo “estar” no País.
É nesta avaliação que em primeiro lugar surge a Dominicana, seguida da Polónia, que a Skyscanner recomenda como o destino para os que procuram “valor real”, uma vez que surge na 1ª posição quando se entra em conta também com o custo dos voos, que naturalmente são muito mais baratos que para a Dominicana.
Porém, mesmo levando em conta o custo dos voos a partir do Reino Unido, a Dominicana obtém a 6ª posição no ranking do Skyscanner, imediatamente a seguir a Portugal, o que, aliás, é até uma posição melhor da que obtém no ranking das “percepções” dos clientes elaborado pelo portal, em que está na 7ª posição.
Antes de voos, considerando apenas os custos no destino (uma chávena de café, uma garrafa de cerveja, uma refeição principal, de três pratos e garrafa de vinho, e uma noite de alojamento, contabilizados a partir do Post Office Holiday Cost Barometer e Hotels.com), o Top10 dos destinos mais baratos inclui, depois da Dominicana e Polónia, o Chipre, Tailândia, Marrocos, Espanha, Portugal, Índia, Islândia e Irlanda.
Na “percepção” dos clientes, a Dominicana era o 7o mais barato, a Polónia era o 6º, o Chipre era 14º, a Tailândia era 2º, Marrocos era 3º, Espanha era 11º, Portugal era 9º, a Índia era 1º, a Islândia era 27º e a Irlanda era 23º.
Incluindo o custo dos voos, para o qual o Skyscanner contabilizou o preço mais baixo em Skyscanner.net, que leva a que os destinos de médio curso surjam como muito “mais baratos” que os de longo curso, o Top10 é liderado pela Polónia, seguida de Espanha, Chipre, Marrocos, Portugal, Dominicana, Irlanda, Reino Unido, França e Alemanha.
Ou seja, a Dominicana não só surge como o destino de longo curso mais barato, como inclusivamente mais barato que a generalidade dos destinos de médio curso.
Neste ranking, o segundo destino de longo curso mais barato é a Índia, na 17ª posição, a partir da qual estão os outros destinos mais longínquos, como o Egipto, na 19ª, Tailândia, na 21ª, imediatamente seguida por EUA, México, Japão, Canadá, Dubai, Nova Zelândia, África do Sul, Brasil e Austrália.
Antes dos voos, que é um item de custos das férias que os clientes “percebem” variar muito consoante pretendem ficar “pertinho” ou buscar o “exotismo” de outros continentes, entre os destinos mais baratos e até mais baratos que em muitos países europeus, além da Dominicana (1º), Tailândia (4º) e Índia (8º), contam-se o México, na 12ª posição, e a Nova Zelândia, na 13ª.
O Brasil na 29ª posição, ou seja, como o segundo mais caro depois da Suíça, é uma das maiores “surpresas” do estudo quando se tem em conta que na “percepção” dos clientes seria o 12º segundo mais barato.
O Skyscanner conclui, então, que o Brasil é o “melhor exemplo” das ideia erradas que os clientes podem ter quanto a custos.
Para o mercado português, porém, não é surpresa, como o mostram a queda do número de turistas portugueses a visitarem o Brasil, que baixou de 357,6 mil em 2005 para 189 mil no ano passado (ainda assim, mais 2,9% que em 2009), em grande medida pela valorização do real face ao euro, que levou a que por cada euro um turista europeu receba actualmente pouco mais de dois reais quando há pouco mais de três anos obtinha quase quatro.
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