Vila Galé “vai analisar” concurso Revive em São Tomé e Príncipe

15-03-2019 (12h11)

O administrador do grupo hoteleiro Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, disse à Lusa que "vai analisar" o concurso Revive em São Tomé e Príncipe, que prevê a recuperação de edifícios históricos para fins turísticos.

"Vamos analisar para ver o que é que nos pode interessar das roças de São Tomé", afirmou o administrador à Lusa, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que está a decorrer na FIL, no Parque das Nações.

"Vamos estudar, sim. Normalmente, analisamos várias coisas ao longo do ano, agora há muita coisa que não avançamos porque não há nada em concreto, mas esta [São Tomé e Príncipe] vamos estudar", sublinhou Gonçalo Rebelo de Almeida.

Na quarta-feira, Portugal assinou, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, o primeiro acordo internacional do programa Revive com São Tomé e Príncipe, para apoiar a recuperação de edifícios históricos do país africano, tendo identificado oito roças com potencial turístico (clique para ler: São Tomé e Príncipe tem oito roças com potencial turístico identificadas pelo Revive Internacional).

Em Portugal, o grupo Vila Galé ganhou o primeiro concurso do Programa Revive do Convento de São Paulo, em Elvas, tendo ganho entretanto também o concurso do Revive para a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, onde já fez o lançamento da primeira pedra, e, actualmente, disputa com outros concorrentes o Quartel da Graça, em Lisboa.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, considerou, na quarta-feira, "muito importante" o acordo assinado no âmbito da reunião ministerial da área do Turismo da organização de países lusófonos.

"Estamos a apoiar São Tomé e Príncipe, que identificou um conjunto de edifícios históricos, de roças, e que vai tentar atribuir, em concessão, exactamente o mesmo modelo do Revive. São edifícios que, ao mesmo tempo, são património de São Tomé e Príncipe, mas também representam, de alguma maneira, parte da História de Portugal", sublinhou.

Pedro Siza Vieira acentuou que o Governo está empenhado na "internacionalização do Revive", programa de valorização do património cultural e histórico e a sua transformação num activo económico do país, aberto ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos, através da realização de concursos públicos.

"O Programa Revive está a atrair muito interesse de investidores e esta presença internacional permite ir pontuando com a memória portuguesa", disse, na altura.

Segundo o Turismo de Portugal, o Programa Revive tem em vista a recuperação e valorização de património cultural e histórico, presente em todo o território nacional, e a sua transformação num activo económico do país.

Assim, o Revive "abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos".

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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